Bolsonaro quer conciliar preservação e economia

O presidente estreou em eventos internacionais como presidente no Fórum Econômico Mundial, na Suíça

Em sua primeira participação em eventos internacionais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) estreou na abertura da sessão plenária do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na terça-feira, dia 22. Em seu discurso, afirmou que o governo investirá “pesado” em segurança para que estrangeiros visitem mais o Brasil; pretende “avançar” na compatibilização da preservação ambiental e desenvolvimento econômico; diminuirá a carga tributária para “facilitar a vida” de quem produz; trabalhará pela estabilidade macroeconômica; colocará o Brasil entre os 50 melhores países para se fazer negócios; entre outras questões.

Bolsonaro foi o primeiro chefe de Estado da América Latina a discursar na abertura do Fórum. Cerca de 250 autoridades do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo) e de outros países compareceram ao evento.

O encontro deve contar com apenas três líderes do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo): o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe; a chanceler alemã, Angela Merkel; e o premiê italiano, Giuseppe Conte.

MEIO AMBIENTE - Diante das desconfianças internacionais em relação à política do governo para a preservação ambiental, o presidente salientou que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e afirmou que o governo quer compatibilizar preservação do meio ambiente e biodiversidade com avanço econômico. Criticado pelas mudanças que implementou na estrutura de preservação ambiental do governo, ele citou estatísticas para demonstrar aos líderes mundiais que o agronegócio não estaria avançando sobre áreas de preservação ambiental, como as florestas. Segundo Bolsonaro, a agricultura ocupa somente 9% do território brasileiro e a pecuária, menos de 20%. “Hoje, 30% do Brasil são florestas. Então, nós damos, sim, exemplo para o mundo. O que pudermos aperfeiçoar, o faremos. Nós pretendemos estar sintonizados com o mundo na busca da diminuição de CO2 e na preservação do meio ambiente”, salientou.

NEGÓCIOS - O presidente destacou que pretende investir em educação e repetiu, mais uma vez, que deseja tirar o “viés ideológico” dos negócios realizados com outros países, “visando o comércio com aqueles que comungam com práticas semelhantes à nossa”. Ele também afirmou que o governo vai promover uma abertura na economia do País ao comércio internacional, que considera relativamente fechada.

OMC - Bolsonaro defendeu uma reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Buscaremos integrar o Brasil ao mundo também por meio de uma defesa ativa da reforma da OMC, com a finalidade de eliminar práticas desleais de comércio e garantir segurança jurídica das trocas comerciais internacionais”, disse.

CORRUPÇÃO - O presidente afirmou que assumiu a Presidência da República com uma “profunda crise ética, moral e econômica”. Após dizer que não aceitou pressões políticas para montar seu ministério, Bolsonaro apresentou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, como “homem certo” para o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.

REFORMAS - Bolsonaro afirmou que tem “credibilidade” para realizar as reformas que o Brasil precisa e que o “mundo espera”, sem especificar quais seriam as mudanças estruturais que pretende propor ao longo do mandato. Ao responder perguntas, mencionou a intenção de realizar as reformas previdenciária e tributária.

 

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