Gazeta do Litoral


Atleta de Mongaguá garante ouro em brasileiro de luta olímpica no Rio de Janeiro

David Barbosa alcançou o lugar mais alto do pódio no estilo Greco Romano e com isso conquistou vaga para o pan-americano no Peru em maio

Mineiro no documento e mongaguaense de coração, David Pereira Barbosa, de 21 anos, trouxe para casa uma medalha de ouro após encher a Cidade onde mora de orgulho, representando não só o Município, como toda Região, durante o Campeonato Brasileiro de Wrestling (Luta Olímpica) que ocorreu no fim de semana, dias 16 e 17, no Rio de Janeiro.

Com a vitória no estilo greco-romano, o jovem do bairro Agenor de Campos garantiu vaga para disputar o pan-americano da modalidade, que ocorre em maio, em Lima, no Peru.

De acordo com o lutador, o resultado foi excelente. “Foi uma boa competição, fiz três lutas duras. A primeira foi um pouco tranquila, mas a semi final e a final foram intensas, onde fui até os dois últimos rounds. Na semi ganhei por superioridade técnica com placar de 8x0, e na final também por 6x0”, explicou.

Este já não é o primeiro Brasileiro que David Barbosa participa. O competidor atualmente é um dos três melhores do Brasil e obteve o título de todos os nacionais desde 2013, com exceção do ano passado. “Meu adversário desta final era o mesmo do ano passado e que me tirou na primeira luta, me deixando sem ao menos ter a chance de brigar por uma medalha.”

Atualmente é o campeão paulista, vitória que conquistou no início deste mês em São José dos Campos. Além disso, o lutador já foi sete vezes campeão paulista, ganhador do paulista escolar em 2013, conquistou o estadual júnior de 2013 a 2015 e vencedor do júnior e sênior estadual em 2016.

Entre os treinos e disputas, o jovem está no terceiro ano da graduação de Educação Física e também pratica e compete no jiu-jitsu. “Eu treino a parte física pela manhã, na academia Nitro System, e na parte da tarde faço a parte técnica, mesclando um dia jiu-jitsu e outro wrestling com o mestre Adriano Magnani, no CT Pride, em Mongaguá, equipe g13bjj”.

O atleta contou que deu início a sua carreira esportiva nas artes marciais com o judô aos 13 anos, época em que seu professor, André Franz Hadzic lhe apresentou o wrestling e de lá para cá não parou mais. “O esporte nasceu enraizado dentro de mim, sempre pratiquei esporte competitivo desde os meus 6 anos no futebol e logo mais fui com um amigo meu assistir um treino de judô e com isso passei a treinar e quando percebi o quanto gostava.”

Acostumado, nos dias de competição já sabe lidar com o nervosismo. “Hoje em dia eu não sinto tanto, já que eu venho competindo em alto nível há um bom tempo, então fico tranquilo. Tem aquele friozinho na barriga como em toda competição, mas assim que piso no tapete ela desaparece.”

Hoje seu maior sonho é representar o País em uma Olimpíada.“Está um pouco distante de acontecer porque é difícil de ser alcançado, mas que pode sim com muito trabalho e perseverança ser alcançado”, revelou.

O atleta que mora com o pai e irmão novo dos três que possuí, acredita que o apoio familiar sempre foi muito importante. Mesmo a atividade não sendo tão conhecida no Brasil crê que está melhorando. “Está bem mais conhecida do que há alguns anos atrás. Tivemos bastante divulgação por conta do MMA, onde os atletas vem treinando a parte de queda utilizando o wrestling. Então a modalidade deu um grande salto no País e no mundo, mas ainda tem muito que crescer. Estamos brigando dia a dia para a massificação da modalidade dentro da nossa região e Estado”, opinou.

OUTRA VITÓRIA – A Luta Olímpica é dividida em dois estilos: greco-romana e a livre. A luta greco-romana tem origem na Grécia Antiga e faziam parte dos esportes olímpicos praticados no século VII a.C. Já a livre é bem mais recente. Ela surgiu, na segunda metade do século XIX, em terras britânicas e foram os imigrantes desta região que levaram o estilo para os Estados Unidos no final do século XIX.

Ainda durante o Brasileiro, o vencedor do estilo livre também é da região. O santista Felipe Oliveira conquistou o bicampeonato na categoria estilo livre -97kg. A conquista veio após quatro vitórias diante de atletas de três estados. Com o resultado, Felipe manteve sua vaga na seleção brasileira, garantindo assim como David Barbosa a participação no Pan-Americano e também no Sul-Americano que será em dezembro, na Argentina.

Larissa França

 
Circuito Backfish Amador agita a praia do Caiçara

Após adiarem competições, as baterias movimentaram a Cidade no último fim de semana

Leia mais...
 
Karatecas conquistam vagas para disputa em outro estado

O grupo karateca de Mongaguá foi classificado para participar de nova etapa do Campeonato Brasileiro Zonal, no Espírito Santo, a ser disputado entre os dias 8 e 11 de junho. Dos alunos participantes, quatro deles já possuem vaga garantida na disputa final realizada em Salvador. Para se classificarem, os atletas conquistaram lugar no pódio do Campeonato Paulista de Karate no último mês.karatê

Segundo a treinadora Cristiane Maria do Valle, mais conhecida Kika, o diferencial da próxima etapa será a faixa etária que se estenderá, colocando no tatame crianças abaixo de 10 anos. Um exemplo disso é Davi de Oliveira Martins, de 6 anos, que é vice-campeão paulista e luta desde os 3. Os pais da criança, Caio Martins de Campos e Jéssica de Oliveira Silvano, sempre o incentivam. “O acompanhamos nas competições. Quando não podemos ir juntos, vai um de nós. Fico mais nervosa do que ele e muito feliz com a sua dedicação”, comentou Jéssica.

Para a aluna Larissa Duarte, que ficou com medalha de ouro no campeonato paulista, a vitória foi uma surpresa “Não esperava ganhar, o jogo virou de última hora, com apenas sete segundos para acabar”, comentou.

Sensei há 28 anos, Francisco José Filho, além de ensinar a turma, é pai da atleta Khatlen Nogueira José, de 9 anos. Ela ficou em terceiro lugar na disputa e, conforme Francisco, é um presente. “Tinha um projeto na escolinha que ela participou e a fez entrar na modalidade. Nem é incentivo meu, apenas apoio. É excepcional não só minha filha como todos os seus colegas. É um orgulho imenso para qualquer pai, sendo karateka então, mais ainda”, relatou.

PROBLEMAS - Conforme Kika, o fator de maior dificuldade é a falta de apoiadores. Um exemplo disso são os sete alunos que já tem vaga na final e não viajarão por falta de patrocínio. “A nossa esperança é que todos os classificados um dia tenham condições para disputar. As crianças conquistaram com muito sacrifício e treino. Muitas vezes os pais nem gastam dinheiro agora porque sabem que caso avancem às finais elas não vão”, disse.

A academia não recebe nenhuma ajuda da Prefeitura. Quando é possível, o vereador da cidade Carlos Cafema os ajuda na passagem, entretanto não é o suficiente para atender a todos, pois, segundo Kika, existe estadia, uniforme, transporte e alimentação a serem cuidados, totalizando cerca de R$1,100 mil por aluno.   

A academia ‘Kika Dojô’ fica na Avenida Monteiro Lobato, número 4442, Vila Atlântica. 

 

Crédito: Eduardo

Larissa França

 
Em disputas a nível mundial, atletas da Região se destacam

Representar a sua cidade em grandes eventos é sempre um incentivo a mais para atletas de todo mundo e, para quatro dos seis alunos da academia Kika Dojo, de Mongaguá, o gostinho foi ainda melhor: eles conquistaram três medalhas de ouro e uma de bronze no campeonato Arnold Classic South America, na categoria karatê. Esta é a primeira vez que o evento de Arnold Schwarzenegger, aconteceu em São Paulo entre os dias 21 a 23 de abril.IMG 3312

A academia levou alunos de 10 até 47 anos. Para a professora Kika, dona da academia, a participação foi muito mais do que especial, visto que mais de 50% de seus alunos conquistaram alguma premiação. “Apesar do pouco incentivo nós conquistamos mais esse campeonato, o primeiro internacional de alguns deles. Poder levar o nome da nossa cidade e da nossa academia em eventos desse porte só nos incentiva a continuar. Esses alunos vencedores são hoje o espelho dos meus outros alunos”.

Em categorias diversas, Rafaela Augusta, Patrick Girelli e Wallace Bispo encerraram a competição com a primeira colocação, competindo cada um três vezes durante o evento. Já Francisco José, o representante mais experiente do grupo, de 47 anos, disputou em uma categoria forte e conseguiu o bronze para a academia Kika Dojo. “O karatê não tem restrições e pode ser praticado por qualquer idade e sou a prova viva disso. Quero continuar neste esporte até os últimos dias da minha vida e poder conquistar cada vez mais medalhas”, ressalta José, que é um dos exemplos para o restante do grupo.

Com treinos realizados no mínimo três vezes por semana, Rafaela, Patrick, Wallace e Francisco auxiliam na academia com os demais alunos. Rafaela, por exemplo, é filha da professora e vê no esporte e na mãe um futuro a ser seguido. “Quero conquistar mais medalhas de ouro e ser cada vez melhor no karatê”.  No total, a academia Kika Dojo, fundada em 1996, conta com 97 alunos.

Todos com nível para competir internacionalmente, os atletas buscam patrocínio para competições futuras. Agora com o karatê definido como esporte olímpico, os caratecas buscam se destacar ainda mais, como por exemplo, Patrick Girelli que irá competir representando o Brasil na sul-americana ainda este ano.

 

Carolina Huerte

 
Jovens de Mongaguá surfam na Praia Branca, em Guarujá

 

Os 20 alunos das escolas de Surf e Bodyboard de Mongaguá tiveram um dia especial neste sábado (18). Isso porque viajaram, num veículo da Surf Van Brasil, para a bela Praia Branca, em Guarujá, numa ação promovida pela Ong Esporte Vida, em parceria com a prefeitura.

Os pais dos alunos acompanharam o grupo em cinco carros. “Fizemos uma trilha pouco mais de 20 minutos para o acesso À praia. Foi um dia perfeito, com ondas boas e interação dos jovens, que tiveram aula de alongamento e sobre a importância das atividades físicas para o surf, com a professora Roberta Andrade, do Pro-Surf”, ressalta o presidente da Ong, Júlio Cesar Biazus.

O dirigente também destaca a participação dos familiares na ação. “Foi muito bacana. Algumas crianças nunca tinham saído de Mongaguá para surfar. Os pais também ficaram encantados com o lugar. Mais que socioesportiva, foi uma atividade familiar. Todo mundo se envolveu, doou um pouco de tempo e conhecimentos específicos. Conseguimos promover a interação das crianças com o esporte.”

As próximas viagens terão o mesmo padrão de envolvimento familiar, promete Biazus, que também frisa o apoio de Aroldo Domingo, coordenador da ONG e da Escolinha do Centro, no fomento da modalidade. “Ele está fazendo um trabalho fantástico para o incentivo ao surf e formação de cidadãos de bem. Ele tem agregado muito para os nossos sonhos possíveis. Também não podemos deixar de agradecer nossos parceiros do projeto, como a Adrimar Construtora e Incorporadora, Perfect 

 


Ecovias

ecovias