O gol que Pelé não fez do Diego Dantas Sub-20 do Jabaquara

Partida contra o Flamengo de Guarulhos pela disputa sub-20 da segunda divisão resultou em 1 a 1 com direito a gol antes do meio campo   jabuca 3

 O time de futebol santista Jabaquara Atlético Clube está disposto a buscar com unhas e dentes o título do Campeonato Paulista sub-20 da segunda divisão (A2). O evento começou no último dia 2 e a estreia do grupo na disputa resultou no empate de 1 a 1 fora de casa contra o de Guarulhos.

A partida rolou no Estádio Municipal Antonio Soares de Oliveira, em Guarulhos e mesmo com o empate conseguiram sair na frente do placar com o gol do zagueiro camisa número cinco, Diego Dantas, que conseguiu fazer o acerto que nem Pelé fez: o de falta de antes do meio campo aos 37 minutos do primeiro tempo. 

O gol que Pelé não fez   https://youtu.be/S6oC0REvtuE

Já o empate veio no segundo tempo marcado por Rafael Goes Cavalcanti. 

Com isso o auxiliar técnico João Paulo Oliveira acredita que a primeira partida foi positiva. “A proposta utilizada pelo técnico Fred Topp era de compactar a defesa e sair com velocidade para os contra ataques, que é uma característica forte da nossa equipe”, declara.

A próxima partida acontece nesse sábado, dia 10, e agora a equipe enfrenta o Mauaense, mas desta vez em casa, no Estádio Espanha, na caneleira às 15h.

Para Oliveira as expectativas também serão grandes. “Estávamos nos preparando para o início do campeonato sub-20 desde o início do ano e temos uma boa equipe. Nosso objetivo inicial é nos classificar para a segunda fase da competição e ficar entre os 16 melhores para depois buscarmos novas metas”, comenta.Fazem parte da comissão técnica Fred Topp técnico, Waldir Dias Auxiliar técnico , João Paulo Oliveira Auxiliar técnico e preparador físico, Reinaldo e Evandro treinadores de goleiro, Célio Massagista e a supervisão de Osni.

Interessados podem acompanhar o time e as partidas pelo site da Federação Paulista de Futebol (FPF) http://www.fpf.org.br/. O Estádio Espanha fica na avenida Francisco Ferreira Canto, nº 351.

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Crédito: Divulgação

Larissa França

 
Yago Dora é o campeão do QS 10000 Vans US Open

O catarinense usou os aéreos para ganhar a semifinal brasileira com Alex Ribeiro e o australiano Liam O´Brien na final com a vitória o levando para a quarta posição no WSL Qualifying Series


O catarinense Yago Dora recolocou a bandeira brasileira no alto do pódio do maior palco do surfe norte-americano na Califórnia. Ele usou os aéreos para liquidar seus adversários no domingo em Huntington Beach e conquistar o título do Vans US Open of Surfing. A última vitória brasileira tinha sido em 2016 com Filipe Toledo, antes do bicampeonato do japonês Kanoa Igarashi. Com o título sobre o australiano Liam O´Brien no segundo QS 10000 do ano, Yago saltou da quinquagésima para a quarta posição no ranking do WSL Qualifying Series, agora liderado pelo francês Jorgann Couzinet, seguido pelo potiguar Jadson André e pelo paulista Alex Ribeiro, derrotado pelo catarinense na semifinal.
A outra única etapa com status máximo QS 10000 da temporada, também foi vencida pelo Brasil, com o paulista Deivid Silva no Ballito Pro da África do Sul. Deivid está em quinto lugar no ranking do QS, que indica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. No momento, ele dispensa essa vaga por já estar se garantindo entre os 22 primeiros colocados no Jeep Leaderboard do Championship Tour. Já Yago Dora está fora deste grupo e agora volta a aparecer na lista dos dez do QS, para continuar na divisão principal do Circuito Mundial.
“É uma sensação incrível e estou muito feliz, pois esse é o melhor resultado da minha carreira”, disse Yago Dora, logo que saiu do mar com a vibração da torcida que lotou as areias e o píer de Huntington Beach no domingo. “Desde o início do evento, eu senti que poderia ter alguma coisa especial pra mim aqui. E vi vários sinais hoje (domingo), como aquela bateria (contra o francês Jorgann Couzinet) que virei no final. Isso me deixou mais motivado ainda e estar no topo agora, com a vitória nesse evento gigante, é incrível, quase inacreditável”.
Yago começou o domingo ganhando um duelo adrenalizante com o novo líder no ranking do QS. Ele então usou sua arma mortal, os aéreos de frontside nas esquerdas de Huntington Beach. Acertou um muito alto, com grande amplitude e rotação completa no ar, que os juízes deram nota 9,27. Na onda seguinte, mandou outro que valeu 7,20 para fazer o maior placar do domingo, 16,47 a 15,57 pontos do francês Jorgann Couzinet, que também surfou muito bem para somar notas 8,40 e 7,17.
O último dia já tinha sido iniciado com um confronto emocionante, decidido nas ondas surfadas nos últimos segundos. O paulista Alex Ribeiro liderou toda a bateria, mas no final o australiano Connor O´Leary conseguiu a virada com notas 6,00 e 7,20 em duas ondas seguidas. Só que Alex ainda pegou uma direita perto do píer de Huntington, que rendeu duas manobras fortes que valeram 6,43 e a vitória por 13,76 a 13,20 pontos. Com Yago Dora vencendo a disputa seguinte, formou-se uma semifinal brasileira com Alex Ribeiro.

SEMIFINAL BRASILEIRA – O catarinense começa bem com notas 7,00 e 5,50 usando a borda nas manobras de frontside nas esquerdas de Huntington Beach, enquanto Alex Ribeiro falha nas duas primeiras ondas. O mar seguia com longos intervalos entre as séries como durante toda a semana, então era preciso ter paciência para escolher bem e não desperdiçar qualquer chance de surfar. Alex demora mais de 10 minutos para pegar uma esquerda e arrisca um aéreo rodando de frontside, que não consegue aterrissar com perfeição.
Yago Dora faz o mesmo na onda de trás, só que com risco mais alto e completa a manobra para ganhar 7,77 dos juízes. Com essa nota, deixava Alex em “combination”, precisando de mais de 10 pontos para supera-lo, ou seja, teria que começar do zero de novo para vencer. Ele consegue sair dessa situação com o 4,83 recebido numa direita que proporcionou três manobras de backside.
No entanto, ainda precisava de uma nota excelente, de 9,54 pra cima, então a solução era tentar uma manobra grande, um aéreo perfeito, já que as ondas não abriam paredes mais longas. E no último minuto, Alex acertou o aéreo rodando bem alto para tentar a vitória, a praia lotada aplaudiu e ele saiu do mar sem saber a nota. Dois dos cinco juízes deram 9,5 para ele e a média ficou em 9,33, com Yago Dora passando para a final por 14,77 a 14,16 pontos.

DECISÃO DO TÍTULO – Na decisão do título, o talentoso catarinense começou já usando os aéreos de frontside nas esquerdas, para largar na frente com notas 7,43 e 6,33. Liam O´Brien também pega uma esquerda e faz três manobras de borda muito fortes de backside que valeram 7,67 na primeira onda. Aí veio uma longa calmaria e a outra série de ondas boas só entrou quase 15 minutos depois, quando restavam 13 para o término.
Com a prioridade de escolha, o australiano Liam O´Brien pegou primeiro, mas errou a manobra mais forte. Já Yago Dora aproveitou bem a chance, acertando outro aéreo rodando muito alto, que valeu 8,60 para praticamente selar a vitória nessa onda, depois confirmada por 16,03 a 11,34 pontos. Ele ainda voou em mais um que valeu 6,70, enquanto o australiano ficou esperando por uma onda boa que não apareceu para ele até o fim da bateria.
Yago falou sobre ser mais um brasileiro a escrever seu nome na lista dos campeões do US Open, como Filipe Toledo em 2016: “Para mim, é tudo no mundo, porque esse evento é gigante demais e é um sonho para qualquer surfista ganhar aqui. Eu quero agradecer a minha família, meus patrocinadores, meu shaper pela prancha mágica, todos meus amigos que estão assistindo em casa e toda a torcida brasileira que está aqui na praia. Estou muito amarradão”.
MUDANÇAS NO G-10 – Yago já tinha começado bem a temporada com o vice-campeonato na volta do Oi Hang Loose Pro Contest para Fernando de Noronha (PE), só perdendo a bateria final para o potiguar Jadson André na Cacimba do Padre. Ele agora volta a figurar entre os top-10 do QS na quarta posição, logo abaixo do próprio Jadson em segundo lugar e do Alex Ribeiro em terceiro. Ainda tem Deivid Silva em sexto, mas sem precisar da vaga por este ranking.
Apesar da derrota na final, o australiano Liam O´Brien já tinha entrado na lista quando passou pela semifinal contra o americano Griffin Colapinto, vice-campeão do US Open em 2018. Ele chegou na Califórnia em 55.o no ranking e alcançou a décima posição com os 8.000 pontos do vice-campeonato. Mais dois australianos entraram no G-10 em Huntington Beach, Connor O´Leary derrotado na primeira bateria do domingo por Alex Ribeiro e Jack Freestone. Os que saíram da zona de classificação para o CT foram o americano Nat Young, o costa-ricense Carlos Muñoz, o australiano Jordan Lawler e o brasileiro Ian Gouveia.

CAMPEÃO MUNDIAL – No domingo, o único brasileiro que não passou nenhuma bateria foi o campeão mundial Adriano de Souza. Ele até começou bem o duelo com Griffin Colapinto, mandando duas pauladas de backside numa esquerda bem armada que valeram nota 8,17. No entanto, depois não conseguiu achar mais nenhuma onda boa para surfar na difícil condição do mar em Huntington Beach, com poucas séries entrando nas baterias.
Mesmo ficando em quinto lugar no US Open, Mineirinho deu um grande salto no QS na apenas sua segunda etapa disputada esse ano, de 155 para 32 no ranking. Já os que estão mais próximos da zona de classificação são o pernambucano Ian Gouveia, que saiu do G-10 para a 16.a posição, o capixaba Krystian Kymerson que subiu do trigésimo para o 19.o lugar, o paulista Miguel Pupo em 22.o e o pernambucano Luel Felipe, que foi de 69.o para 24.o.
QS 10000 FEMININO – Antes da vitória mais importante da carreira de Yago Dora, uma decisão norte-americana fechou o primeiro QS 10000 feminino da história do WSL Qualifying Series. O Vans US Open of Surfing era uma etapa do World Surf League Championship Tour para as meninas até o ano passado e as duas últimas campeãs se enfrentaram na final.
No tira-teima, a vencedora de 2017, Sage Erickson, bateu a defensora do título, Courtney Conlogue, por 15,40 a 12,93 pontos com uma onda no critério excelente, nota 8,17. Sage fez parte da elite do CT até o ano passado e já tinha vencido um QS 3000 esse ano na Austrália. Agora, com os 10.000 pontos do US Open, saltou da 25.a para a segunda posição no ranking, que segue sendo liderado pela jovem australiana Isabella Nichols.
Para chegar na final, Sage Erickson passou pela brasileira Tatiana Weston-Webb na reedição da final de 2017, que também terminou com vitória da norte-americana. A gaúcha tinha sido a campeã de 2016 e tentava o bicampeonato consecutivo naquele ano. Tatiana agora aparece em terceiro lugar no ranking com o terceiro lugar na Califórnia, mas não precisa da vaga no G-6 do QS no momento, por estar garantindo sua permanência na elite entre as top-10 do CT.
Além de Tatiana, mais três surfistas passaram a fazer parte das duas listas após o Vans US Open, que dispensam as vagas do ranking de acesso, a americana Caroline Marks em quinto lugar, a havaiana Malia Manuel em sexto e a australiana Sally Fitzgibbons em sétimo. Com isso, a lista das seis está seguindo até a décima colocada. O G-6 é formado no momento por Isabella Nichols em primeiro no ranking, Sage Erickson em segundo, as australianas Bronte Macaulay em quarto e Zahli Kelly em oitavo, a japonesa Mahina Maeda em nono e a americana Alyssa Spencer fechando a lista em décimo lugar.
Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do QS 10000 da Califórnia podem ser acessadas clicando em “Events” no www.worldsurfleague.com e nas páginas do Vans US Open of Surfing nos calendários do WSL Qualifying Series masculino e feminino.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.
A WSL vem promovendo os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 230 eventos globais masculinos e femininos no ano para definir os campeões mundiais do World Surf League Championship Tour, Big Wave Tour, Redbull Airborne, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, além do WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, enquanto incentiva a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.
Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis da WSL, para uma enorme legião de fãs interessados em ver as grandes estrelas, como Kelly Slater, Stephanie Gilmore, Tyler Wright, Gabriel Medina, John John Florence, Lakey Peterson, Grant Baker, Keala Kennelly, Paige Alms, Kai Lenny, Steven Sawyer, Soleil Errico, Carissa Moore, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes no mundo.
Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO VANS US OPEN:
Campeão: Yago Dora (BRA) por 16,03 pontos (8,60+7,43) – US$ 30.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Liam O´Brien (AUS) com 11,34 pontos (7,67+3,67) – US$ 15.000 e 8.000 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 10.000:
1.a: Yago Dora (BRA) 14.77 x 14.16 Alex Ribeiro (BRA)
2.a: Liam O´Brien (AUS) 13.50 x 10.77 Griffin Colapinto (EUA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 5.000:
1.a: Alex Ribeiro (BRA) 13.76 x 13.20 Connor O´Leary (AUS)
2.a: Yago Dora (BRA) 16.47 x 15.57 Jorgann Couzinet (FRA)
3.a: Liam O´Brien (AUS) 14.67 x 13.27 Barron Mamiya (HAV)
4.a: Griffin Colapinto (EUA) 13.93 x 11.67 Adriano de Souza (BRA)
DECISÃO FEMININA DO VANS US OPEN:
Campeã: Sage Erickson (EUA) por 15,40 pontos (8,17+7,23) – US$ 30.000 e 10.000 pontos
Vice-campeã: Courtney Conlogue (EUA) com 12,93 pontos (6,50+6,43) – US$ 15.000 e 8.000 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 10.000:
1.a: Courtney Conlogue (EUA) 12.86 x 11.36 Brisa Hennessy (CRI)
2.a: Sage Erickson (EUA) 16.33 x 12.83 Tatiana Weston-Webb (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 5.000:
1.a: Courtney Conlogue (EUA) 14.43 x 14.10 Caroline Marks (EUA)
2.a: Brisa Hennessy (CRI) 12.86 x 8.93 Sally Fitzgibbons (AUS)
3.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 14.16 x 11.73 Bronte Macaulay (AUS)
4.a: Sage Erickson (EUA) 11.36 x 8.83 Malia Manuel (HAV)

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 36 etapas:
01: Jorgann Couzinet (FRA) – 17.310 pontos
02: Jadson André (BRA) – 16.600
03: Alex Ribeiro (BRA) – 15.930
04: Yago Dora (BRA) – 14.860
05: Barron Mamiya (HAV) – 14.500
06: Deivid Silva (BRA) – 13.320 é top-22 do CT
07: Matt Banting (AUS) – 12.550
08: Connor O´Leary (AUS) – 12.450
09: Jack Freestone (AUS) – 12.400
10: Liam O´Brien (AUS) – 12.300
11: Reo Inaba (JPN) – 12.210
-------próximos sul-americanos até 100:
16: Ian Gouveia (BRA) – 10.060 pontos
19: Krystian Kymerson (BRA) – 9.380
22: Miguel Pupo (BRA) – 8.270
24: Luel Felipe (BRA) – 7.750
27: Jessé Mendes (BRA) – 7.700
28: Miguel Tudela (PER) – 7.640
30: Tomas Hermes (BRA) – 7.550
32: Adriano de Souza (BRA) – 7.400
33: Alonso Correa (PER) – 7.060
38: Weslley Dantas (BRA) – 6.690
39: Lucas Silveira (BRA) – 6.640
40: Flavio Nakagima (BRA) – 6.600
41: Wiggolly Dantas (BRA) – 6.560
47: Caio Ibelli (BRA) – 5.820
61: Mateus Herdy (BRA) – 4.950
61: Thiago Camarão (BRA) – 4.950
67: João Chianca (BRA) – 4.735
68: Marcos Correa (BRA) – 4.635
71: Marco Fernandez (BRA) – 4.480
75: Marco Giorgi (URU) – 4.355
76: Peterson Crisanto (BRA) – 4.350
79: Matheus Navarro (BRA) – 4.170
83: Bino Lopes (BRA) – 4.040
84: Gabriel Medina (BRA) – 3.910
88: Joaquin del Castillo (PER) – 3.815
95: Lucca Mesinas (PER) – 3.610
101: Italo Ferreira (BRA) – 3.550
G-6 DO WSL QUALIFYING SERIES – 25 etapas:
1.a: Isabella Nichols (AUS) – 16.060 pontos
2.a: Sage Erickson (EUA) – 15.050
3.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 14.700 é top-10 do CT
4.a: Bronte Macaulay (AUS) – 14.210
5.a: Caroline Marks (EUA) – 14.000 é top-10 do CT
6.a: Malia Manuel (HAV) – 12.100 é top-10 do CT
7.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 11.200 é top-10 do CT
8.a: Zahli Kelly (AUS) – 11.110
9.a: Mahina Maeda (JPN) – 10.550
10.a: Alyssa Spencer (EUA) – 10.420
-------próximas sul-americanas até 100:
58: Josefina Ané (ARG) – 3.137 pontos
61: Dominic Barona (EQU) – 3.000
69: Melanie Giunta (PER) – 2.645
73: Tainá Hinckel (BRA) – 2.485
74: Anne dos Santos (BRA) – 2.465
101: Silvana Lima (BRA) – 1.650
103: Daniella Rosas (PER) – 1.630
115: Lorena Fica (CHL) – 1.435
117: Monik Santos (BRA) – 1.398

 
Marcos Diabo conquista ouro em Campeonato Brasileiro da modalidade

Atleta venceu pela categoria máster 2, acima de 140 kg, 46 anos

O que era para ser apenas a prática de um exercício se tornou uma chuva de medalhas para o atleta Marcos Feliciano Pereira dos Santos, conhecido como Marcos Diabo, que ganhou medalha de ouro no Campeonato Brasileiro de Powerlifting, competição de levantamento de peso que terminou no último dia 14, no Centro Esportivo e Recreativo Rebouças, em Santos.0508 B

O morador de São Vicente conquistou a disputa pela categoria máster 2, acima de 140 kg, 46 anos. No evento houve a participação de mais de 100 pessoas não só da região e do Estado como também do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba.

Em quase um ano de disputas no esporte esta é a terceira medalha de ouro que levou para casa, sem deixar até agora de subir no topo do pódio. A vitória nacional foi possível após classificatória que obteve com o ouro no Campeonato Paulista desse ano e agora já garantiu lugar para o Pan-Americano que acontece em setembro na Colômbia e caso avance nas pontuações terá vaga para o Mundial, em outubro, na Eslováquia.

O Powerlifting é subdividido entre as modalidades de agachamento, supino e levantamento terra. Além das disputas citadas conquistou também o Campeonato Brasileiro de Supino e Levantamento Terra no ano passado evento em que estreou e de primeira mostrou talento e força.

Embora haja a disputa latina, a próxima competição que Marcos participará será novamente o que estreou e buscará o bicampeonato em 17 e 18 de agosto em Santos. “Agora estou me preparando e me sinto mais seguro. Tenho foco porque os resultados são consequência dos treinamentos e trabalho para isso e trazer o melhor no dia”, comentou.

CARREIRA – O número de medalhas neste curto período de tempo pode até parecer sorte de principiante, mas se enganam aqueles que pensam que foi apenas acaso. Por ser apaixonado por atividade física o levantador de peso sempre teve uma vida ativa e praticou musculação.

Além disso o Powerlifting só entrou em sua vida como forma de complementar outro esporte que joga há sete anos: o futebol americano. “Recebi um convite para ser jogador pelo Santos Futebol Clube, que é o time Santos Tsunami. Foi quando participei da seletiva em 2012 no Centro de Treinamento (CT) Rei Pelé e passei. Como o esporte tem muito contato e exige força, passei a levantar mais peso para agregar ao futebol. Por atuar na linha de defesa preciso ter mais de 140 kg e foco sempre”, relembrou.0508C

Santos Tsunami Pelo Tsunami participou de três campeonatos brasileiros (BFA) e quatro paulistas e da Copa Baixada Santista em que ano passado levaram o título.

Para o segundo semestre, o time vai em busca da segunda conquista da Copa Baixada Santista, que tem previsão de início em agosto.

Mesmo em meio a várias atividades o atleta é comerciante e acreditar dividir bem a rotina. “Como trabalho meus treinos no peso acontecem de três a quatro vezes por semana durante uma hora e meia e os ensaios do Santos são aos sábados das 14h às 18h, então consigo conciliar. Foi algo que se encaixou, a diferença é que treino para competir em mais locais ao em vez de só me ajudar no desenvolvimento dentro do campo.”

O atleta treina na Academia Asa e tem apoio da Loja Forno e Fogão (Clélia e Luana), Marteck e vice-presidente do Santos, Orlando Rollo.

 
Brasil é maioria entre os concorrentes ao título do US Open

Mais seis passaram suas baterias na terça-feira e onze brasileiros estão entre os 24 surfistas que vão disputar classificação para as oitavas de final do segundo QS 10000 do ano na Califórnia


Mais seis brasileiros vão disputar vagas para as oitavas de final do US Open of Surfing, aumentando para onze o pelotão verde-amarelo entre os 24 concorrentes ao título do segundo QS 10000 do ano na Califórnia, Estados Unidos. O campeão mundial Adriano de Souza, os também paulistas Caio Ibelli e Weslley Dantas, os catarinenses Tomas Hermes e Mateus Herdy e o pernambucano Luel Felipe, passaram suas baterias nas ondas de Huntington Beach na terça-feira, para se juntar aos cinco que já tinham se classificado na segunda-feira.
O dia começou bem para o Brasil, com Caio Ibelli despachando o número 1 World Surf League Championship Tour, Kolohe Andino, logo na primeira bateria. O brasileiro achou uma esquerda que abriu a parede para fazer mais manobras com seu backside. Ele ganhou nota 8,0 nessa onda que decidiu a vitória por 13,03 pontos, enquanto o californiano não conseguiu nem uma nota 5 nas duas únicas que surfou. O líder do CT acabou eliminado pelo 102.a colocado no ranking do WSL Qualifying Series, o australiano Kalani Ball, por 11,10 a 9,57 pontos.
“Não dava nem pra acreditar que seria possível tirar uma nota excelente nas condições do mar de hoje (terça-feira), então fiquei empolgado em conseguir achar duas ondas boas nessa bateria”, disse Caio Ibelli. “Estou sentindo muita confiança no meu equipamento e esse relacionamento com meu shaper (fabricante de pranchas) era uma coisa que eu sempre quis por muitos anos. Agora estou me divertindo e me sentindo muito bem, com confiança”.
Na segunda bateria do dia, entraram três brasileiros do litoral paulista para disputar duas vagas com um australiano e Liam O´Brien ficou com uma delas. O ubatubense Weslley Dantas começou bem com nota 6,83 e venceu por 11,83 pontos, mas o australiano superou os dois surfistas de São Sebastião com o 4,87 recebido em sua última onda. Ele ficou em segundo com 11,20 pontos, contra 9,27 do Miguel Pupo e 8,26 do Thiago Camarão.
A terceira bateria foi a única sem brasileiros e o bicampeão do US Open, Kanoa Igarashi, venceu com Jack Freestone, vice-campeão no primeiro QS 10000 do ano na África do Sul, passando com ele. O australiano entrou no grupo dos dez que o WSL Qualifying Series classifica para o CT, tirando o pernambucano Ian Gouveia da lista. E quem o derrotou na final do Ballito Pro na África, caiu no confronto seguinte. Deivid Silva perdeu junto com o ex-top, Matt Wilkinson, para o jovem australiano Morgan Cibilic na bateria vencida por Barron Mamiya. O havaiano estava fechando o G-10 e foi dormir a terça-feira em sétimo no ranking.

DOBRADINHA CONFIRMADA – Mais três brasileiros entraram no confronto seguinte com outro australiano, mas dessa vez a dobradinha verde-amarela foi confirmada pelo campeão mundial Adriano de Souza e por Luel Felipe. Mineirinho venceu por 12,77 pontos e o pernambucano fez 12,60, surfando bem também em Huntington Beach. Reef Heazlewood ficou em terceiro com 10,30 e o catarinense Willian Cardoso em quarto com 10,20.
“A minha estratégia era começar com uma onda boa, mas dez minutos se passaram e não tinha entrado nada, então mudei a tática para pegar o que viesse”, disse Adriano de Souza. “Minha pré-temporada foi muito importante para testar novas pranchas e agora estou tentando entrar no ritmo de competição depois de tanto tempo parado por causa da lesão (7 meses). Eu quero conseguir um bom resultado nesse evento, então estou bem confiante para a próxima bateria”.
Willian perdeu, mas outros dois catarinenses passaram as baterias que fecharam a terceira fase, ambos em segundo lugar. Tomas Hermes fez o maior placar do Brasil na terça-feira, 13,90 pontos. Só que o californiano Griffin Colapinto bateu os recordes do dia, sendo o único a superar a nota 8,00 do Caio Ibelli, com o 8,33 que somou com 7,67 na vitória por 16,00 pontos. E na última, o jovem Mateus Herdy impediu uma dobradinha americana, mas foi por pouco, 11,97 a 11,17 do Jake Marshall. O favorito Conner Coffin do CT, venceu por 12,64 pontos.

MAIORIA BRASILEIRA – Com onze surfistas entre os 24 que vão disputar a quarta fase, apenas um dos oito confrontos não terá algum brasileiro tentando vagas nas oitavas de final, o sexto, do atual bicampeão do Vans US Open, o japonês Kanoa Igarashi, que foi criado na Califórnia. Cinco australianos, três norte-americanos, dois havaianos e dois franceses, completam a relação de países que continua na briga do título do segundo QS 10000 do ano.
O capixaba Krystian Kymerson está na primeira bateria, com o havaiano do CT, Seth Moniz, e o francês Charles Martin. O paranaense Peterson Crisanto e o paulista Alex Ribeiro entram na segunda com o australiano Connor O´Leary. Na terceira, o cearense Michael Rodrigues enfrenta o americano Evan Geiselman e o australiano Kalani Ball.
A seguinte é em dose dupla de novo, com o catarinense Yago Dora e o paulista Caio Ibelli disputando duas vagas com o francês Jorgann Couzinet. Na quinta, o paulista Weslley Dantas é o ultimo a competir sozinho, contra dois australianos, Jack Freestone e Morgan Cibilic. Depois, tem mais duas participações duplas.
O capitão da seleção brasileira no CT, Adriano de Souza, está na sétima bateria com o também top da elite e recordista do dia na terça-feira, Griffin Colapinto, e o catarinense atual campeão mundial Pro Junior da WSL, Mateus Herdy. E a última também terá dois brasileiros contra um americano do CT, Conner Coffin, o catarinense Tomas Hermes e o pernambucano Luel Felipe.

PRIMEIRO QS 10000 FEMININO – Depois das sete baterias que restavam para fechar a terceira fase, a terça-feira prosseguiu com o Vans US Open of Surfing abrindo o primeiro QS 10000 feminino da história do WSL Qualifying Series. Foram doze baterias disputadas, as seis da primeira fase e metade da segunda fase, quando entram as estrelas do CT. Apenas três surfistas da América do Sul conseguiram vagas para competir em Huntington Beach e as duas que estrearam, já perderam.
A argentina Josefina Ané entrou na última da primeira fase e ficou em quarto lugar contra a francesa Vahine Fierro, a americana Meah Collins e a espanhola Garazi Sanchez-Ortun. A cearense Silvana Lima estreou duas baterias depois, na segunda da segunda fase, sendo também eliminada em sua primeira atuação na Califórnia, por duas surfistas bem mais jovens, a californiana Alyssa Spencer e a australiana Zahli Kelly.
Apesar da derrota, foi uma bateria especial, com Silvana dividindo o line-up com a havaiana Bethany Hamilton, que foi até tema de filme contando sua história de competir mesmo depois de perder um braço em um ataque de tubarão quando era mais jovem. Outra top do CT barrada na terça-feira foi a francesa Johanne Defay e mais seis vão estrear no primeiro QS 10000 da história, na segunda metade da segunda fase, que ficou para abrir a quarta-feira.
Uma delas é a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore, que encabeça a sétima bateria, a primeira à entrar no mar. A gaúcha Tatiana Weston-Webb está na terceira do dia, com a japonesa Mahina Maeda, a australiana Kirra-Belle Olsson e a experiente Claire Bevilacqua, da Itália. Tatiana é a última esperança de título feminino do Brasil no US Open of Surfing e ela vem embalada de um vice-campeonato no QS 6000 Nissan Supergirl Pro, no último domingo em Oceanside, também na Califórnia.
O QS 10000 Vans US Open of Surfing está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook Live e pelo aplicativo da World Surf League.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.
A WSL vem promovendo os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 230 eventos globais masculinos e femininos no ano para definir os campeões mundiais do World Surf League Championship Tour, Big Wave Tour, Redbull Airborne, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, além do WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, enquanto incentiva a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.
Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis da WSL, para uma enorme legião de fãs interessados em ver as grandes estrelas, como Kelly Slater, Stephanie Gilmore, Tyler Wright, Gabriel Medina, John John Florence, Lakey Peterson, Grant Baker, Keala Kennelly, Paige Alms, Kai Lenny, Steven Sawyer, Soleil Errico, Carissa Moore, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes no mundo.

QUARTA FASE DO QS 10000 VANS US OPEN OF SURFING – baterias já formadas:
------1.o e 2.o=Oitavas de Final e 3.o=17.o lugar com US$ 2.500 e 2.200 pontos
1.a: Seth Moniz (HAV), Krystian Kymerson (BRA), Charles Martin (FRA)
2.a: Peterson Crisanto (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Connor O´Leary (AUS)
3.a: Michael Rodrigues (BRA), Evan Geiselman (EUA), Kalani Ball (AUS)
4.a: Yago Dora (BRA), Caio Ibelli (BRA), Jorgann Couzinet (FRA)
5.a: Jack Freestone (AUS), Weslley Dantas (BRA), Morgan Cibilic (AUS)
6.a: Kanoa Igarashi (JPN), Barron Mamiya (HAV), Liam O´Brien (AUS)
7.a: Adriano de Souza (BRA), Griffin Colapinto (EUA), Mateus Herdy (BRA)
8.a Conner Coffin (EUA), Tomas Hermes (BRA), Luel Felipe (BRA)

 
Medina vence final brasileira com Italo em J-Bay

 Gabriel Medina fez os recordes do Corona Open J-Bay na decisão inédita com Italo Ferreira entre dois goofy-footers nas direitas da África do Sul e Filipe Toledo ficou em terceiro lugar


Uma final fantástica e inédita entre dois brasileiros que surfam de costas para as direitas de Jeffreys Bay, fechou o Corona Open J-Bay com o bicampeão mundial Gabriel Medina fazendo os recordes do campeonato para bater o potiguar Italo Ferreira por 19,50 a 16,77 pontos. Desde 1984, um goofy-footer não vencia a etapa sul-africana e o Brasil conseguiu quebrar esse tabu em dose dupla, com dois finalistas que surfam com o pé direito à frente da prancha nas direitas mais longas do World Surf League Championship Tour. Com a vitória, Medina subiu para o sétimo lugar no ranking e é o atual campeão das duas próximas etapas. Ele agora tem chances até de brigar pela liderança no Tahiti Pro Teahupoo, que começa em 21 de agosto na Polinésia Francesa, assim como Italo Ferreira e o novo vice-líder, Filipe Toledo.
“O Italo (Ferreira) está sempre me vencendo nas baterias e pra mim foi bom ganhar dele pelo menos uma vez”, disse Gabriel Medina. “Ele surfou muito hoje (sexta-feira) aqui, começou bem a final e isso me deixou bastante desconfortável, mas estou muito feliz porque depois achei boas ondas para vencer. Fico contente também em fazer uma final inédita entre dois goofy-footers e ser campeão é melhor ainda, mas acho que o Filipe (Toledo) é um dos melhores surfistas aqui. Ele sabe o tempo certo da onda, como surfar essas direitas e foi muito bom fazer a final com o Italo e o Filipe ficando em terceiro lugar, foi ótimo para nós, brasileiros”.
Sobre a busca pelo tricampeonato mundial esse ano, Medina falou: “Eu estou de volta! Nós temos trabalhado muito forte para isso e ver agora três brasileiros na disputa direta pelo título é realmente gratificante. Esse campeonato é muito difícil e muito especial, então estou muito feliz por ter vencido. Parece uma loucura, mas estou na briga de novo. Eu venci as duas etapas que vem por aí no ano passado, estou surfando bem e vamos ver o que vai acontecer. Estou feliz por ter ganho o evento aqui hoje, mas no Taiti vamos começar do zero de novo”.
NOVO LÍDER – Foi realmente uma decisão de título sensacional. Italo Ferreira tinha acabado com a chance de Filipe Toledo tentar um igualmente inédito tricampeonato consecutivo em Jeffreys Bay, derrotando-o na semifinal por 17,50 a 14,00 pontos. Filipe tinha começado bem com nota 9,00 e depois só surfou mais uma onda que valeu 5,00.
Italo conseguiu um 9,50 com um ataque insano de backside numa direita incrível e depois tirou um 8,00 na última onda para selar a vitória. Filipe assumiria a liderança do ranking se passasse para a final, pois o novo número 1 do Jeep Leaderboard, Kolohe Andino, tinha perdido a bateria anterior para Gabriel Medina, por uma pequena diferença de 14,30 a 14,00 pontos sobre o californiano.

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final começou com Italo detonando sua primeira onda para largar na frente com uma nota excelente, 9,10. Logo conseguiu um 5,50, enquanto Medina falhava nas duas primeiras que surfou. Mas, a terceira foi boa, o bicampeão mundial acertou as manobras com agressividade e velocidade para entrar na briga com nota 9,73. Dois dos cinco juízes deram 10 para ele. Italo respondeu bem com 7,67 para se manter na frente e Medina voltou a errar em três ondas seguidas.
No entanto, não desistiu e pegou outra onda boa quando restavam 5 minutos para o término da bateria. Ele começou seu ataque com uma batida debaixo do lip muito forte, emendou um longo floater e seguiu mandando um rasgadão abrindo um grande leque de água, outro batidão de cabeça pra baixo, mais uma grande manobra e achou um tubaço de grabrail para fechar a melhor apresentação de todo o campeonato. Nessa, somente um juiz deu nota 10, mas a média ficou em 9,77, a maior da etapa sul-africana esse ano. Com ela, faturou o título com um novo recorde de 19,50 pontos de 20 possíveis, contra 16,77 do potiguar.
“Foi uma semana muito longa e fazer a final com o Gabriel (Medina) foi incrível”, disse Italo Ferreira. “Ele surfou de forma incrível hoje (sexta-feira) aqui, estava detonando as ondas e me detonou também, mas tudo bem, estou feliz pelo meu desempenho também e o segundo lugar foi um grande resultado. É muito divertido surfar uma onda tão perfeita e desafiadora como essa. Eu sempre procuro surfar aqui sem crowd para treinar nessa onda e espero conseguir uma vitória aqui no próximo ano. Só tenho que agradecer a todos pelo carinho e parabéns ao Gabriel, que realmente conquistou merecidamente a vitória”.
O potiguar nunca tinha passado da terceira fase em todas as suas participações nas direitas mais longas do Circuito Mundial. Já Gabriel Medina sempre conseguiu bons resultados na África do Sul, chegando nas quartas de final em todas e uma vez nas semifinais. Desde 2009, um goofy-footer não decidia o título em Jeffreys Bay e o Brasil quebrou esse tabu em dose dupla, com Gabriel Medina repetindo um feito único conseguido pelo australiano Mark Occhilupo 35 anos atrás, em 1984, quando derrotou o havaiano Hans Hedemann na final.

BRIGA PELA PONTA NO TAITI – Com a sua primeira vitória no Corona Open J-Bay, Gabriel Medina faturou mais um prêmio de 100.000 dólares e ganhou uma posição no ranking, subindo do oitavo para o sétimo lugar. O vice-campeão Italo Ferreira recebeu 55.000 dólares e foi da sexta para a quarta colocação na classificação geral das seis etapas completadas na África do Sul. O norte-americano Kolohe Andino assumiu a dianteira na corrida do título mundial com 33.845 pontos, contra 33.280 do novo vice-líder, Filipe Toledo.
Os três brasileiros têm chances matemáticas de brigar pela ponta no Taiti. Para Filipe Toledo, a batalha será fase a fase com Kolohe Andino. Italo Ferreira, assim como o japonês Kanoa Igarashi em quinto no ranking e o sul-africano Jordy Smith em sexto, terão que chegar nas quartas de final para ultrapassar a pontuação do californiano. Já Gabriel Medina só consegue isso se chegar na grande final nos tubos de Teahupoo, onde já tem duas vitórias e vai defender o título conquistado na final do ano passado contra Owen Wright. O australiano foi a sua primeira vítima na bateria que abriu a sexta-feira decisiva do Corona Open J-Bay.

LÍDER COM VITÓRIA – A corrida pelo título mundial feminino também tem uma nova líder, a tricampeã mundial Carissa Moore. A havaiana já tinha tirado a lycra amarela do Jeep Leaderboard de Sally Fitzgibbons, para quem perdeu a decisão do Oi Rio Pro em Saquarema, quando derrotou a norte-americana Caroline Marks nas semifinais. Na grande final, surfou a melhor onda da bateria e a nota 8,50 recebida acabou decidindo sua primeira vitória no ano, por 15,47 a 14,60 pontos da californiana Lakey Peterson, que repetiu o vice-campeonato do ano passado, quando foi derrotada pela australiana Stephanie Gilmore.
“Eu simplesmente tentei fazer meu melhor e estou muito feliz em voltar a sentir o gostinho da vitória e por voltar a vestir a lycra amarela de líder do ranking”, disse Carissa Moore. “Os últimos anos foram muito difíceis pra mim e estou realmente muito satisfeita por voltar a estar na briga pelo título mundial. Foi um evento em condições incríveis e com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas estou muito feliz e parabéns a Lakey (Peterson), ao Italo (Ferreira), ao Gabriel (Medina), pois foi realmente um grande evento”.
Assim como na categoria masculina, a disputa pelo título mundial feminino está bastante acirrada. Seis surfistas diferentes venceram as seis etapas disputadas esse ano. A jovem Caroline Marks surpreendeu ao ganhar a primeira na Gold Coast, depois a também americana Courtney Conlogue venceu a segunda em Bells Beach, Stephanie Gilmore levou a terceira em Bali, Lakey Peterson foi a campeã em Margaret River, Sally Fitzgibbons derrotou Carissa Moore na decisão do Oi Rio Pro em Saquarema e a havaiana ganhou agora em Jeffreys Bay, para voltar a vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard. A próxima etapa para as meninas é o Surf Ranch Pro, nos dias 19 a 22 de setembro no Surf Ranch em Lemoore, na Califórnia.
“É incrível e quase inacreditável conseguir fazer duas finais seguidas aqui em Jeffreys Bay”, disse Lakey Peterson. “A Carissa (Moore) está surfando incrivelmente bem, já é a segunda final seguida dela esse ano e eu fiz o melhor possível para tentar vencer, mas não consegui e parabéns a ela que mereceu o título. Espero levar esses bons momentos que vivi aqui para as próximas etapas e foco total para o restante do ano. Obrigado a todos que torceram por mim em casa, ao meu marido que está aqui e vamos com tudo para a próxima”.
Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do Corona Open J-Bay podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com que transmitiu a etapa sul-africana ao vivo de Jeffreys Bay como o Facebook Live e o aplicativo da World Surf League. O próximo desafio dos melhores surfistas do mundo será no Tahiti Pro Teahupoo, de 21 de agosto a 1.o de setembro na Polinésia Francesa.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.
A WSL vem promovendo os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 230 eventos globais masculinos e femininos no ano para definir os campeões mundiais do World Surf League Championship Tour, Big Wave Tour, Redbull Airborne, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, além do WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, enquanto incentiva a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.
Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis da WSL, para uma enorme legião de fãs interessados em ver as grandes estrelas, como Kelly Slater, Stephanie Gilmore, Tyler Wright, Gabriel Medina, John John Florence, Lakey Peterson, Grant Baker, Keala Kennelly, Paige Alms, Kai Lenny, Steven Sawyer, Soleil Errico, Carissa Moore, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes no mundo.
Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO CORONA OPEN J-BAY:
Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 19,50 pontos (9,77+9,73) – US$ 100.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Italo Ferreira (BRA) com 16,77 pontos (9,10+7,67) – US$ 55.000 e 7.800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:
1.a: Gabriel Medina (BRA) 14.30 x 14.00 Kolohe Andino (EUA)
2.a: Italo Ferreira (BRA) 17.50 x 14.00 Filipe Toledo (BRA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 18.000:
1.a: Gabriel Medina (BRA) 15.67 x 14.60 Owen Wright (AUS)
2.a: Kolohe Andino (EUA) 15.43 x 14.10 Adrian Buchan (AUS)
3.a: Filipe Toledo (BRA) 15.00 x 14.40 Sebastian Zietz (HAV)
4.a: Italo Ferreira (BRA) 15.53 x 12.37 Kanoa Igarashi (JPN)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Carissa Moore (HAV) por 15,47 pontos (8,50+6,97) – US$ 100.000 e 10.000 pontos
Vice-campeã: Lakey Peterson (EUA) com 14,60 pts (7,33+7,27) – US$ 55.000 e 7.800 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.085 pontos e US$ 30.000:
1.a: Carissa Moore (HAV) 14.33 x 12.67 Caroline Marks (EUA)
2.a: Lakey Peterson (EUA) 15.27 x 11.00 Malia Manuel (HAV)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 6 etapas:
01: Kolohe Andino (EUA) – 33.845 pontos
02: Filipe Toledo (BRA) – 33.280
03: John John Florence (HAV) – 32.160
04: Italo Ferreira (BRA) – 29.950
05: Kanoa Igarashi (JPN) – 29.450
06: Jordy Smith (AFR) – 29.365
07: Gabriel Medina (BRA) – 26.895
08: Kelly Slater (EUA) – 21.055
09: Ryan Callinan (AUS) – 20.130
10: Julian Wilson (AUS) – 18.140
11: Michel Bourez (TAH) – 17.930
12: Owen Wright (AUS) – 17.365
12: Conner Coffin (EUA) – 17.365
14: Seth Moniz (HAV) – 16.800
15: Wade Carmichael (AUS) – 15.735
16: Jeremy Flores (FRA) – 15.375
17: Michael Rodrigues (BRA) – 14.725
18: Willian Cardoso (BRA) – 13.950
18: Deivid Silva (BRA) – 13.950
20: Peterson Crisanto (BRA) – 12.885
21: Adrian Buchan (AUS) – 12.680
22: Caio Ibelli (BRA) – 11.670

outros brasileiros:

25: Yago Dora (SC) – 9.970 pontos
27: Jessé Mendes (SP) – 9.830
35: Jadson André (RN) – 5.850
38: Adriano de Souza (SP) – 3.720
40: Mateus Herdy (SC) – 1.595
41: Krystian Kymerson (ES) – 1.330
44: Alex Ribeiro (SP) – 265

TOP-10 DO JEEP WSL LEADERBOARD – ranking das 6 etapas:
01: Carissa Moore (HAV) – 41.175 pontos
02: Sally Fitzgibbons (AUS) – 37.325
03: Stephanie Gilmore (AUS) – 35.065
04: Lakey Peterson (EUA) – 33.850
05: Caroline Marks (EUA) – 32.135
06: Courtney Conlogue (EUA) – 31.590
07: Malia Manuel (HAV) – 27.800
08: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 25.120
09: Brisa Hennessy (CRI) – 21.840
10: Johanne Defay (FRA) – 19.930
13: Silvana Lima (BRA) – 16.800
20: Tainá Hinckel (BRA) – 2.610

 
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