Marcha cobra 10% do PIB para educação e pagamento do piso nacional do magistério

Professores reivindicam a aprovação do Plano Nacional de Educação com destino de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área, combate à terceirização dos serviços por levar à precarização do trabalho e a efetivação do piso nacional do magistério. Além disso, também pedem a suspensão de um decreto que transfere atribuições da administração pública federal a governos estaduais e municipais durante greves de servidores públicos federais.



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6ª Marcha pela Educação reúne entre 8 mil e 10 mil pessoas em Brasília, nesta quarta-feira, dia 5, de acordo com estimativas da organização do ato e da Polícia Militar. Com o lema Independência, Educação de Qualidade e Trabalho Decente, os professores reivindicam a aprovação do Plano Nacional de Educação com destino de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área, combate à terceirização dos serviços por levar à precarização do trabalho e a efetivação do piso nacional do magistério sem a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação, proposta defendida pelos governadores.

Atualmente, a legislação determina que o piso dos professores deve ser corrigido de acordo com o percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

“Vamos alertar as autoridades que não iremos aceitar nenhum retrocesso ou perda de direitos. Vamos recorrer às greves e atos públicos para atingir os nossos objetivos,” disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), uma das organizadoras da marcha, Roberto Leão.

Ainda para esta quarta-feira estava marcada uma reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti e com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

A pauta de reivindicações da marcha envolve outros temas, além de educação, como a suspensão do Decreto 7777, de 24 de julho de 2012, que transfere atribuições da administração pública federal a governos estaduais e municipais durante greves de servidores públicos federais.





Fonte: ABr

Foto: ABr/Antonio Cruz
Praia Grande, dia 5 de setembro de 2012

 


 

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