SP atende duas pessoas por hora por ingestão de objetos estranho

Cerca de 50 pessoas diariamente são atendidas em prontos-socorros e ambulatórios públicos por terem aspirado algum tipo de objeto estranho. É o que aponta levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde. O Estado registrou, em 2011, 19.465 casos de retiradas de objetos estranhos. Em 2010 haviam sido 22.523 atendimentos.

 

A capital e Grande São Paulo concentram o maior número de casos no ano passado, com 5.396 procedimentos, seguidas pela região de São José do Rio Preto, com 3.789, e de Presidente Prudente, com 1.575 procedimentos realizados no ano passado. A Baixada Santista aparece com 479 casos.

 

As principais vítimas atendidas nos hospitais são crianças de 1 a 4 anos. Em 2011, 26% dos atendimentos em hospitais, relativos à aspiração de objetos estranhos foram em crianças nessa faixa etária, sendo moedas e peças de brinquedos os objetos mais comuns encontrados.

 

“Se a moeda desce diretamente pelo canal do estômago, será eliminada por vias naturais, porém os pais devem prestar atenção para ver se o objeto é realmente eliminado em um período de 12 horas a cinco dias. Caso isso não ocorra, devem procurar um serviço médico”, explica o médico pediatra e diretor do Hospital Infantil Darcy Vargas, unidade da Secretaria na zona sul da capital paulista, Sérgio Sarrubo.

 

O pediatra também explica que, caso a moeda vá para a traqueia, pode causar parada respiratória. “É muito importante que os pais tomem cuidado com crianças dessa idade, pois é nessa época que crianças costumar levar objetos à boca”, afirma Sarrubo.

 

Outros objetos muito comuns nesses casos são pilhas e baterias de brinquedos, que devem ser retirados o mais rapidamente possível, pois a permanência deles no estômago ou nas vias respiratórias pode causar lesões ou perfurações e até mesmo infecções. Não se deve provocar o vômito da criança. O certo é encaminhá-la ao hospital mais próximo.

 

Também é necessário ficar atento aos brinquedos aos quais as crianças pequenas têm acesso. Muitas peças de plástico, como rodas de carrinhos ou acessórios de bonecas, não aparecem nos exames de raio-X.

 

A aspiração de objetos pode prejudicar o sistema respiratório e causar asfixia, levando o paciente à morte. É recomendável que aos primeiros sintomas de asfixia, como acesso de tosse seguido por engasgamento, falta de ar e lábios e unhas arroxeadas, o paciente ou seus responsáveis procurem o serviço médico imediatamente.

 





Fonte: Secretaria de Estado da Saúde
15:36  Terça-feira
Praia Grande, dia 18 de setembro de 2012 

 

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