Secretário de Segurança do Estado atribui onda de violência na região à situações locais

Apesar de o titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Antônio Ferreira Pinto, atribuir a “situações locais” a onda recente de homicídios na Baixada Santista, ele esteve mais uma vez em Santos para discutir o assunto com as autoridades policiais em menos de 72 horas.  O último encontro ocorreu na terça-feira, dia 9, em Santos.

O secretário considera absurdo o fato de facções criminosas serem as responsáveis pelas execuções registradas nos últimos dias. “Existem várias quadrilhas aqui. É fácil colocar toda a responsabilidade em uma facção e ela ser exaltada pela imprensa. Temos informações seguras (...) que as ações não têm nenhuma vinculação com essa facção. Se ela fosse tão competente, as pessoas não estariam dentro dos presídios”.

E completa: “Aqui fora o crime é bem organizado. O tráfico aqui na Baixada Santista – não é segredo para ninguém – é muito forte e estamos combatendo. Isso está causando a revolta para eles (membros da facção), que aproveitam esse momento para fazer acertos de contas”.

Ferreira Pinto não descarta nenhuma hipótese de linha de investigação, inclusive a que trata de uma suposta participação de policiais militares nesses crimes, como ocorreu em 2010, em Guarujá.

Para o responsável pelo Deinter-6, Waldomiro Bueno Filho, o momento é delicado, devido à grande quantidade de mortes na última semana. “Isso é preocupante para todos. (...) Queria que o público entendesse que essa é uma exceção. Moramos em uma comunidade tranquila e de paz”, disse.

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou o reforço do policiamento na Baixada Santista com alteração na escala de serviço de todo o efetivo administrativo, empregado em ações policiais. As equipes “de ruas” tiveram as abordagens e buscas policiais redirecionadas conforme o levantamento de informações de locais, horários e maneira de agir dos criminosos, de acordo com a característica de cada município.

"A região conta ainda com o apoio dos Batalhões de Choque da Capital (ROTA, ROCAM, COE e Corregedoria PM), que terão suas ações pautadas nas informações reunidas pelo Setor de Inteligência e Divisão Operacional do Comando de Policiamento do Interior -6. Nossa atuação continuará firme, e de maneira legalista, técnica e equilibrada, buscará sempre salvar vidas, proteger pessoas, cumprir e fazer cumprir as leis, combatendo o crime e preservar a ordem pública".

 

 

 

Praia Grande, dia 10 de outubro de 2012

Fonte: A Tribuna On-line

10:16  Quarta-feira

 

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