Pedreiro é condenado por matar a vizinha e filho

Carolina Huerte

O pedreiro Cecimar Antônio de Souza, de 51 anos, foi condenado na tarde desta quinta-feira, dia 30, no Fórum de Praia Grande, a 37 anos, três meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado, por matar a vizinha e o filho dela, além de ocultar e destruir os corpos. O crime aconteceu em 12 de novembro de 2014, na casa das vítimas, no bairro Samambaia.Cecimar

O Conselho de Sentença acolheu a tese da promotora de justiça Mariana Ueshiba da Cruz Gouveia, segundo à qual o homicídio contra Eugênia Patrícia Ferreira de Souza, de 39 anos, foi qualificado pelo motivo torpe, pelo emprego de recurso de que impossibilitou a defesa da vítima e pela asfixia. Vale lembrar que o mesmo era constituído por sete mulheres. Já sobre o homicídio do menino Pedro Henrique, a representante do Ministério Público (MP) o considerou qualificado pelo uso de meio que impediu a defesa da criança e porque foi cometido com o propósito de assegurar a impunidade de outro crime.

A promotora do caso ainda requereu o reconhecimento das circunstâncias agravantes de os assassinatos terem sido cometidos contra criança e com o agente se prevalecendo de relações domésticas. Cecimar alega que mantinha caso extraconjugal com Eugênia e a matou durante discussão, porque ela rompeu o relacionamento e não queria reatar. Ambos eram casados e a suposta relação deles não ficou confirmada.

Após o duplo homicídio, o pedreiro colocou os cadáveres em seu veículo e os levou em um matagal às margens da Estrada do Paratinga, na Área Continental de São Vicente. Não bastasse a ocultação dos corpos, Cecimar retornou a esse local no dia seguinte e colocou fogo neles para apagar vestígios do crime e dificultar a identificação das vítimas.

Por esse motivo, a promotora também pleiteou às juradas a condenação do acusado por dois crimes de ocultação e destruição de cadáveres. O advogado Dárcio César Marques pediu a absolvição do réu pela morte do garoto e, por isso, recorrerá. Porém, de acordo com os laudos necroscópicos, em razão do estado como ficaram os corpos após serem carbonizados, não foi detectada lesões.

 

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