Hipertensão é diagnosticada em 24,7% da população nas capitais

Os idosos com mais de 65 anos são os mais afetados pela hipertensão, que atinge 60,9% dessa população que vive nas capitais

Em 2018, 24,7% da população que vive nas capitais afirmaram ter diagnóstico de hipertensão. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018) mostram ainda que a parcela mais afetada é formada por idosos: 60,9% dos entrevistados com mais de 65 anos disseram ser hipertensos, assim como 49,5% na faixa etária de 45 a 54 anos. A última edição da pesquisa foi feita por telefone com 52.395 pessoas maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018.

O alerta foi dado pelo Ministério da Saúde (MS) no Dia Mundial da Hipertensão, em 17 de maio. Segundo os especialistas, a prevenção contra a doença, popularmente conhecida como “pressão alta”, está diretamente relacionada a hábitos de vida saudável. A redução do consumo de sódio (principal componente do sal) é um fator preponderante se livrar da doença, já que o consumo excessivo aumenta o risco de hipertensão e outros males do coração.

Dados preliminares do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, também mostram que, em 2017, o Brasil registrou 141.878 mortes devido à hipertensão ou a causas relacionadas a ela. Esse número revela uma realidade preocupante: todos os dias 388,7 pessoas morrem da doença, o que significa 16,2 mortes por hora. Grande parte dessas mortes é evitável e 37% delas são precoces, ou seja, em pessoas com menos de 70 anos.

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Acontece quando os valores máximo e mínimo são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9), fazendo com que o coração exerça um esforço maior para distribuir o sangue pelo corpo. A doença é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. A prevenção está ligada a uma dieta equilibrada e a realização de atividades físicas.

NA COZINHA - Um dos principais vilões da doença é o sódio, principal componente do sal de cozinha. Presente em alimentos industrializados e adicionado voluntariamente em pratos comuns no dia a dia, ele potencializa as chances de um indivíduo sofrer com pressão alta. Por isso, a recomendação é reduzir o consumo excessivo de sal, já que os brasileiros ingerem atualmente 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido (5g) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

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