Em cartaz há três anos, Alice Despedaçada é apresentada mais uma vez em Praia Grande

Ingressos para peça serão distribuídos gratuitamente a partir das 19h, no PDA

Buscando falar sobre depressão, o espetáculo Alice Despedaçada narra a história de uma jovem que sofre com a doença. A apresentação ocorre gratuitamente nesta quinta-feira, dia 23, às 20h (os ingressos serão distribuídos a partir de uma hora antes do evento), no Teatro Serafim Gonzalez.

Escrita e dirigida por Selma Bosch, a peça fala sobre Alice, que sofre de depressão e tenta o suicídio. Após isso, ela busca entender os motivos que a levaram ao ato extremo de acabar com sua própria vida, passando a se deparar com seu verdadeiro eu e diversos sentimentos como a raiva, solidão, sonho e culpa.

Completando três anos em cartaz em 2019, o espetáculo é baseado em depoimentos de jovens com depressão, que sobreviveram a diversas tentativas de suicídio ou automutilação.

“A necessidade de se abordar temas como depressão e suicídio vem do aumento desses casos entre jovens nos últimos tempos. É uma mensagem para que eles não se calem e não sofram sozinhos, buscando ajuda para tratamento”, afirma a Selma.

Diretora do espetáculo ainda conta que passava um momento muito difícil em sua vida quando escreveu o texto. “Com a perda da minha mãe no ano de 2016, surgiu uma série de sentimentos dentro de mim. Além do luto que estava presente em minha vida. Por isso, acabei entrando em depressão e tive crises horríveis de ansiedade. E aí naquele momento pesquisei sobre o tema e vi que realmente precisava ajudar as pessoas e saber mais sobre o tema, colocar para fora o que estava sentindo”, explica Selma.

A classificação indicativa de Alice Despedaçada é de 14 anos.

O Teatro Serafim Gonzalez fica no Palácio das Artes, localizado na avenida Presidente Costa e Silva, nº 1600, no bairro Boqueirão. Sua capacidade é de 513 lugares.

DADOS - A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mun-dial da Saúde (OMS), referentes a 2015. Em dez anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o País com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

23/05/2019

Texto: Danielle Martins

Foto: Divulgação/PMPG

 

 

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