Balé da terceira idade conquista vaga para o Festival de Joinville

 Essa chance veio após a apresentação do grupo no Festival Dança Brasil, em Marília, em maio

Regina Simões, mas pode chamá-la de Branca de Neve; Lucia Souza, que também atende por Cinderela, e Glória Gouvea, agora conhecida co-mo Chapeuzinho Vermelho. Foi dançando com muita graça e brincando com o mundo da fantasia que dez bailarinas do curso de balé da terceira idade de Santos conquistaram uma vaga para o Festival de Dança de Joinville, na segunda quinzena de julho.

A chance de participar do maior evento do País no segmento veio após a apresentação do grupo no Festival Dança Brasil, em Marília, no início de maio. As santistas concorreram com 88 gru-pos de diversos estados, apresentando a coreografia Princesas em Festa – Os Sonhos Não Envelhecem, assinada pela professora Cristiane Alvarez.

“É uma coreografia diferente, pois ela começa com uma mú-sica clássica e termina com a canção Dancin’ Days. O público adora esta parte mais animada”, comenta Cristiane, que há quatro anos ministra as aulas de balé no Cais Milton Teixeira (Vila Ma-thias).

Gerenciado pela Secretaria de Cultura (Secult) o curso conta atualmente com 80 alunos, a partir dos 50 anos, divididos em três turmas. “Atendemos pessoas que já fizeram balé na juventude e outras que jamais passaram por uma academia de dança. Procuramos fazer um trabalho dentro do limite de cada um, para que tudo possa se tornar mais prazeroso”, comentou Cristiane.

O grupo de dez bailarinas que se apresentará em Joinville é relativamente pequeno, mas cheio de histórias para contar. A mais velha da turma, Nilsa de Araújo Lacerda Soares, de 77 anos, está realizando um sonho guardado há mais de meio século. “Sempre desejei dançar. Quando era jovem, assistia àqueles musicais no cinema e voltava para casa sonhando”, recordou a aposentada, mãe de dois filhos e avó de quatro netos.

Para outra integrante do grupo, a também aposentada Sandra Cristina Antônio, de 56 anos, as aulas de balé para terceira idade têm sabor de reencontro. Formada em balé clássico, ela teve que trocar as sapatilhas pelos cálculos. “Formei-me em engenharia elétrica em 1984, comecei a trabalhar, e não tive mais tempo para continuar dançando”.

Depois de 34 anos sem calçar as sapatilhas, Sandra voltou a sentir o prazer de dançar. “Existem outras opções de atividade física por aí, mas dançar é diferente. A dança não mexe apenas com nosso corpo, mexe também com a nossa cabeça e sentimento”.

3/06/2019

Foto: Divulgação/PMS

 

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