Junho Vermelho destaca a importância da doação

Menos de 2% da população brasileira são doadores, segundo a Pró-Sangue

Junho é o mês escolhido para a campanha que incentiva a doação de sangues: Junho Vermelho. No Brasil, menos de 2% da população são doadores, segundo a Pró-Sangue. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada País tenha entre 3% e 5% de sua população doadora de sangue frequente. Diversas ações são realizadas ao longo do mês porque os estoques dos bancos de sangue, públicos e privados, têm uma baixa significativa nesta época.

A campanha é uma iniciativa do Movimento Eu dou Sangue Pelo Brasil e vai acontecer até o fim do mês. As ações ocorrem numa época do ano na qual tradicionalmente caem as doações. A cor vermelha iluminará durante todo o mês instituições públicas e privadas, prédios históricos e monumentos em diferentes localidades do País.

Os meses de junho e julho tem 30% menos doações do que nos demais meses, que costumam reunir cerca de 12 mil doadores. Os dados são da Fundação Pró-Sangue, ligada à Secretaria Estadual da Saúde.

Segundo a fundadora do Eu Dou Sangue, Debi Aronis, a ideia de criar o movimento veio depois de seu pai precisar de sangue devido a uma doença delicada e de perce-ber que o período estava com estoques baixos nos hemocentros e hospitais. “Somente aqueles que enfrentam uma dificuldade e precisam da doação para que familiares ou amigos possam sobreviver sabem da importância desse ato. É um pequeno gesto, individual e gratuito, mas com consequências expressivas”.

Debi explicou que o fato das pessoas estarem menos propensas a sair de casa não diminui, e por vezes até aumenta, a rotina dos hospitais que atendem desde vítimas de acidentes de trânsito e da violência urbana até os portadores de doenças que requerem transfusões sanguíneas como câncer, anemia falciforme e outras patologias, incluindo os procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, como transplantes e cirurgias cardíacas. “É importante ressaltar que a demanda de sangue permanece inalterada, apesar da redução da oferta nos estoques dos hemocentros”.

Em Praia Grande, para consci-entizar sobre a importância da doação de sangue, o vereador Eduardo Pádua Soares Jardim, o Edu Sangue Bom (MDB), apresentou novamente requerimento solicitando ao Executivo, realiza-ção de estudos para implantação de um banco de sangue ou hemo-núcleo no Município, na sessão da Câmara de terça-feira, dia 4.

DOAR – Os interessados em doar sangue devem comparecer a um dos postos de coleta em Santos, munidos de documento original com foto. Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, com a primeira doação realizada antes do 60 anos; pesar mais de 50 kg; estar com bom estado de saúde; e não oferecer risco de transmitir doenças pelo sangue.

Os doadores menores de 18 anos acompanhados pelo responsável legal devem levar cópia do documento de identidade de ambos e preencher autorização no momento da doação. Caso esteja desacompanhado, deve levar cópias dos documentos de identidade e o documento de autorização para doação com firma reconhecida em cartório.

Na região, existem cinco unidades, todas em Santos, são elas: Santa Casa de Misericórdia, que atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h; e aos sábados, das 7h às 11h; Hemonúcleo de Santos (Hospital Guilherme Álvaro), de segunda a sexta, das 7h às 17h; Hospital Beneficência Portuguesa de segunda a sexta-feira, das 7h ao 12h; Hospital Ana Costa, de segunda a sexta, das 8h às 14h; e Casa de Saúde, de segunda a sexta, das 7h às 14h e aos sábados, das 7h às 11h.

 

 

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