Prevenção e diagnóstico de hepatites virais marcam campanha Julho Amarelo

Hepatites do tipo B e C são as que mais matam como são doenças silenciosas e muitas vezes sem sintomas, as pessoas só descobrem em fases avançadas

O Julho Amarelo é o mês dedicado à campanha de prevenção e diagnóstico das hepatites virais. Cerca de 30% das pessoas que possuem algum tipo de hepatite não sabem que têm a doença. A ação é baseada na meta do Ministério da Saúde de erradicar a hepatite C até 2030. Os números do Ministério apontam que a hepatite C é a que mais mata, cerca de 70% (23.070) das mortes por hepatites virais. A do tipo B tem uma taxa de 21,8% e A (1,7%).

Como são doenças silenciosas e muitas vezes sem sintomas, as pessoas só descobrem as hepatites em fases avançadas. O País registrou 40.198 casos novos de hepatites virais em 2017.

Elas atacam o fígado e, inicial-mente, apresentam poucos sintomas. Por isso, as virais podem levar a complicações antes mesmo que a pessoa descubra que está com o problema. As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. As mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

O vírus D é mais frequente na região Norte do Brasil e que para causar infecção precisa da presença do vírus tipo B (HBV). Muitas pessoas são portadoras do vírus B ou C e não sabem. Em muitos casos, não há nenhum sintoma e isso aumenta os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer.

A hepatite E é relatada esporadicamente no Brasil. Assim como a hepatite A, a sua transmissão é oral-fecal e as formas de prevenção são semelhantes. Esse tipo pode afetar rebanhos de suínos e os cuidados com o consumo de água tratada e o bom cozimento dos alimentos principalmente carne de porco, é essencial para a prevenção desta infecção.

PREVENÇÃO – O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado. Por isso, é tão importante fazer os exames. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos que dão o resultado em uma hora. Também existem exames feitos em laboratório.

Os testes rápidos para os tipos B e C estão disponíveis nos serviços públicos de saúde para todas as pessoas. Se você tiver mais de 40 anos, é muito importante fazer o teste de hepatite C. Você pode ter sido exposto a esse vírus na juventude. Em 2017, foram distribuídos 12 milhões de testes rápidos de hepatite B e C em todo o País. O exame de hepatite B também faz parte do rol de exames do pré-natal. A gestante deve ser diagnosticada e será tratada, se houver indicação, ainda durante a gravidez.

A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B, entretanto quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D, e está disponível gratuitamente no SUS. Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.

 

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