Artigo

Chegou a vez do Brasil?

Virginia Medeiros

Reciclar, reutilizar e reduzir o consumo, três iniciativas que podem ajudar a minimizar os impactos do capitalismo selvagem ao meio ambiente. A intensidade e frequência das catástrofes ambientais são sinais que a natureza tem dado para alertar a humanidade. Muito se fala em conscientização, mas ainda há muito para se fazer e o pouco que se tem feito é quase nada comparado à urgência e gravidade da situação.

O início desse ano foi marcado pelo desastre do terremoto no Haiti, em que vitimou cerca de 300 mil pessoas, entre mortos e feridos. Tamanha desgraça é capaz de mobilizar gente do mundo inteiro em ajudas humanitárias, mas ainda assim, falta uma compreensão maior, que é a mudança de vida para um comportamento ambientalmente correto. O País não se restabeleceu, ainda existem haitianos às mínguas pelas ruas, as pessoas continuam chocadas e sensibilizadas, mas o consumo desenfreado não reduziu. O mundo do luxo e da hipocrisia continua movimentando incontáveis euros e dólares para satisfazer a necessidade supérflua de uma minoria, que possui bem mais do que a maioria.

Insistindo nos sinais, a natureza pegou mais leve e mandou fortes chuvas e calor intenso, mudanças climáticas atípicas em períodos curtos de tempo, que também fez algumas vítimas. Não se pode esquecer das doenças incomuns que vira e mexe aparecem como gripe Suína ou Aviária, dengue hemorrágica e outras viroses desconhecidas.

Voltando a catástrofes mais arrebatadoras, na madrugada deste sábado, dia 7, a Terra voltou a tremer. Desta vez no Chile, com um terremoto de intensidade 8,8 na escala Richter, o que provocou também um tsunami e sequências de 148 terremotos posteriores, de menor intensidade.

Virginia Medeiros é repórter do jornal Gazeta do Litoral


Mulher: de pétalas e espinhos

Amalia Sina

NO Dia Internacional da Mulher é uma forma simbólica de comemorar a luta da classe feminina pela igualdade, não apenas de direitos, mas também de oportunidades. A mulher evidenciada na década de 50, como dona de casa exemplar, se dedicando exclusivamente ao marido e filhos, já não existe mais. Em pleno século 21, a submissão deu lugar à independência e, hoje, o que as mulheres faziam há décadas atrás continua sendo feito, porém, com muitas outras atividades envolvidas, o que faz com que a mulher moderna viva em um constante conflito: o desafio de conciliar diferentes papéis na sociedade.

A necessidade se tornou estilo de vida e foi o argumento inicial para que estas mulheres mostrassem a sua garra e começassem a sua luta, até então, silenciosa por um espaço mais digno perante a sociedade, ainda machista.

Mesmo tendo ciência das diferenças ainda impostas pelo mercado corporativo, como as  salariais, cargas horárias estressantes, as mulheres têm alcançado cargos e profissões antes consideradas exclusivamente do universo masculino. E por conta disso, tem sido cada vez mais evidente mulheres ocuparem a presidência e diretoria de grandes empresas, mostrando o seu potencial para resolver problemas, unificar os prós e contras de cada decisão e tudo isso, com um olhar diferenciado que só nós conseguimos ter.

Entretanto, apesar de sermos maioria neste universo, o mundo ainda é feito para homens, e para alcançar o sucesso não basta apenas investir em conhecimento, ser criativa e versátil; é preciso vencer o preconceito e, principalmente, lidar com situações adversas. Temos que ser uma profissional exímia, arrumar tempo para os eventos corporativos e familiares, estar sempre bem vestida e arrumada e ainda, chegar em casa e cuidar da família com empenho e dedicação. 

Sim, nós podemos! Somos capazes de enxergar além e traçar um novo caminho, para isso basta viver com garra e determinação e ter coragem de dar o próximo passo.

Por isso, eu acredito ser um exemplo destas mulheres que perseguiram e ainda perseguem um sonho, ou melhor, próximas realizações. Aprendi a manter o equilíbrio pessoal e profissional, a tratar da beleza, buscar conhecimento, lapidar idiomas, investir em roupas e treinamentos... um sem fim de atividades utilitárias, além de saber otimizar o tempo para ter momentos prazerosos de lazer, descontração e auto-conhecimento.

Amalia Sina é ex-presidente Philip Morris do Brasil e da  Walita do Brasil


Gazeta do Litoral
4 e 5 de março 2010