Valongo Festival: fotojornalista retrata bastidores da restauração dos bondes

As imagens da fotojornalista Isabela Carrari permitem espiar um pouco desse universo durante a segunda edição do Valongo Festival Internacional da Imagem

Como o bonde resistiu às mudanças dos novos tempos e permanece trafegando, de maneira tímida e nostálgica, na paisagem urbana de Santos, após 100 anos de existência?

As imagens da fotojornalista Isabela Carrari permitem espiar um pouco desse universo durante a segunda edição do Valongo Festival Internacional da Imagem, que tem início nesta quinta-feira, dia 5, a partir das 10h.  A mostra Armazém 12 A - Oficina dos Bondes ficará em cartaz até domingo, das 10h às 17h, na própria Oficina dos Bondes, ao lado da Estação de Trem do Valongo.

Um dos detalhes curiosos da mostra é que será a primeira vez que as portas da Oficina dos Bondes serão abertas para o público, com a intenção de um dia o espaço se tornar um local permanente de visitação.

A exposição de Isabela segue a linha temática do evento, que aborda o tema "Aberto para Obras". Dentro do Valongo Festival Internacional da Imagem, somente uma parte da pesquisa desenvolvida pela fotojornalista nos últimos dois anos será exposta. A intenção, no entanto, é seguir com essa mostra no mesmo local. "São oito imagens no total, sendo que sete em formato lambe-lambe ficarão expostas no muro da Secretaria de Turismo (Setur), que dá acesso à Oficina dos Bondes, onde encontra-se um banner com uma imagem suspensa em grande formato", explica a fotógrafa.

Isabela conta que foi fazer uma pauta na antiga oficina e ficou aguardando a restauração do bonde italiano (atual Bonde Arte). "Ver todo o desdobramento e o trabalho que os funcionários têm para colocar esse veículos em circulação me inspirou a querer contar essa história".

O engenheiro Marcos Rogério Nascimento, gerente de manutenção da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos), se mostra agradecido pelo retrato registrado pela fotojornalista. "Através do olhar delicado da Isabela podemos notar que há beleza, suavidade e harmonia em uma atividade tão bruta e desgastante. É impressionante como nosso trabalho pode ser retratado de maneira tão carinhosa e delicada".

O espaço escolhido para a exposição marca um momento importante para os operários da Oficina de Bondes. "O Armazém 12 A foi reconstruído para este fim, que é o da restauração e o abrigo dos bondes já restaurados, esta iniciativa cria sem dúvida, mais um novo capítulo em nossa história", completa Nascimento.

Crédito: Isabela Carrari

 

 

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