Jogador de Praia Grande se destaca em time do ‘Operário’ no Paraná

Toda criança tem um sonho e o mais comum deles é ser um jogador de futebol. Quem tornou esta realização possível foi o praia-grandense, William Daltro, 24 anos, que atua no time paranaense ‘Operário Ferroviário’, localizado no município de Ponta Grossa. Na última semana, ajudou a equipe a ser campeã brasileira pela primeira vez na série D.Lat Futebol

A vitória trouxe ao fantasma — como o time é apelidado — a subida para a série C mesmo perdendo de 1x0 o jogo em casa contra o ‘Globo’, do Rio Grande do Norte. Isso não foi suficiente para eliminar o jogo da semi final no campo da águias por 5x0 e trazer a conquista. 

Como único representante da Cidade e da Região, o jovem é membro do grupo há quase dois anos e já conquistou outros títulos pelo Operário, entre eles está o Sub-23 invicto.

Ao todo, 64 times disputaram o brasileiro e a meta do jogador é um dia poder chegar a série A pela equipe. Até que isso aconteça, Daltro está focado nos objetivos de agora. “Quando saímos do paranaense ninguém acreditava que podíamos vencer. Aquilo foi uma motivação a mais. Antes de qualquer coisa precisamos nos firmar na Série C porque ainda tem muito o que melhorar. É preciso ter mais dedicação”, comentou explicando o título estadual em 2015 do grupo quando ainda não era parte do Operário.

TRAJETÓRIA - Morador da curva do S e com toda a família residente em Praia Grande, o filho caçula de três irmãos despertou o sonho da profissão com o pai, Wilzon de Oliveira, conhecido também como ‘Nego Wilzon’, que já fora jogador de futebol pelo Jabaquara durante seis anos e nessas idas aos campos desde os 4, Daltron se apaixonou pela modalidade. “Todo pai quer que o filho seja jogador, mas não podia forçar o garoto, e no final, ele acabou gostando por conta própria. Achei maravilhoso”, disse o pai.

Desde então, participou de escolinhas de base do Santos F.C, Portuguesa Santista e atuou no profissional do Águia Negra no Mato Grosso do Sul e de lá foi para o fantasma onde entrou no Sub-23 e hoje está no profissional.

Daltro contou que foi preciso passar por adaptações durante a transição entre as equipes. “De um time pra outro senti diferença, principalmente no clima. Ir para outro estado no começo é difícil. Muita gente pensa que assim que se entra nessa área o retorno é rápido, mas não é bem assim. O bom de tudo isso é ter a oportunidade de conhecer lugares novos e fazendo o que eu gosto”, concluiu.

 

Larissa França

 

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