Pirataria e contrabando geram prejuízos na ordem de R$ 130 bilhões ao País

Impostos altos e crise financeira são alguns dos motivos que fazem com que uma parcela da população procure por produtos piratas — prática de comercializar e produzir mercadorias falsificadas.

Impostos altos e crise financeira são alguns dos motivos que fazem com que uma parcela da população procure por produtos piratas — prática de comercializar e produzir mercadorias falsificadas. Operações da Receita Federal, em parceria com órgãos municipais, já interceptaram mais de 150 contêineres, grande parte deles vindos da China e de países do sudeste asiático. Apenas em 2016, a pirataria e o contrabando causaram prejuízos na ordem de R$ 130 bilhões para o País, segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

Entre os itens apreendidos estavam mais de oito toneladas de produtos da personagem Ladybug, da popular série de animação nipo-franco-coreana “Miraculous – As Aventuras de Ladybug”, como brinquedos, maquiagens e roupas.

Além disso, uma pesquisa realizada em 2015 pelo Ibope, por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que 71% dos brasileiros adquirem produtos piratas e imitações de marcas famosas, dado que destaca a aceitação do crime de pirataria por parte da sociedade. Porém, a prática coloca a saúde da população em risco, empregos em baixa e enfraquece o comércio.

Para a presidente presidente da Associação Brasileira de Licenciamento (ABRAL), Marici Ferreira,  essa sensação de normalidade é fruto da falta de entendimento das consequências que envolvem a prática do crime, sejam socioeconômicas, éticas ou até mesmo ambientais. “Quando a sociedade em massa decide normalizar e apoiar o crime organizado ao consumir conscientemente um produto pirata, ela passa a viver num eterno contrassenso moral”, comenta.

É comum as pessoas se questionarem como saber que o produto é pirata.  Segundo a organização, o consumidor deve se atentar se o produto está sem logotipo visível,  comprar sempre de fabricantes/distribuidores autorizados, desconfiar de artigos de preço muito reduzido ou de marcas estranhas, comprar produtos lacrados em sua embalagem original, checar se as embalagens e os detalhes dos produtos não possuem marcas borradas ou de qualidade duvidosa e, claro, exigir nota fiscal na compra.

Carolina Huerte

 

 

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