Número de nascimentos cai no Brasil pela primeira vez desde 2010, segundo IBGE

Na Baixada Santista foram registrados 23.858 nascimentos, cerca de 5% a menos que em 2015

O brasileiro está tendo menos filhos, se casando menos e se divorciando mais. Os dados estão em uma pesquisa, divulgada nesta terça-feira, dia 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação entre 2015 e 2016, pela primeira vez o número de nascidos registrados caiu em todas as regiões brasileiras. Em média, 5,1%. A maior queda foi na região centro-oeste.

Entre os estados, Pernambuco teve a maior redução de nascimentos. Especialistas de demografia dizem que há uma associação entre a instabilidade política e econômica, e em particular em 2015, o vírus da zika.

A Baixada Santista seguiu a tendência nacional. Em 2016, foram registrados 23.858 nascidos, cerca de 5% a menos em relação a 2015, quando foram contabilizados 25.226. Houve uma queda tanto de nascimento de homens quanto de mulheres, de um ano para o outro. A cidade que registrou o maior número de nascimentos em 2016, na Baixada Santista, foi São Vicente com 4.756 bebês. Em seguida, vem Santos com 4.538 e Guarujá com 4.430.

Também houve uma queda no número de nascimentos dentro do hospital. Em 2015, foram 24.889 e, em 2016, 23.732. Em contrapartida, houve um aumento de nascimentos domiciliares, de 88 em 2015 para 105 em 2016.

MAIS NÚMEROS – Também foram registrados menos casamentos, segundo IBGE: queda de 3,7% na média nacional.  Das 27 unidades da federação, 20 apresentaram queda entre 2015 e 2016 - a de Alagoas, chegou a 12,5%. Ao mesmo tempo, divórcios estão em alta. No ano passado, o número subiu quase 2,5% (2,38%) em relação a 2015. Mais do que por falta de amor ou de romantismo, o tabelião diz que os divórcios hoje em dia são mais frequentes por causa da facilidade de formalizar a separação.

O IBGE também divulgou o número de óbitos, que subiu quase 25% (+24,7%) nos últimos dez anos no Brasil. A Baixada Santista registrou 13.792 óbitos em 2016 e 13.371 mortes em 2015, o que representa um aumento de 1,8%. No ano passado, Santos teve o maior número de óbitos: 6.176; seguida por Guarujá: 1.916 e Praia Grande: 1.885.

 “A mortalidade infantil na década de 70 era a grande responsável pela maior parte dos óbitos no País. E nessa parte a gente evoluiu, né? E então elas passaram a representar um quantitativo bem menor e aí como as pessoas estão vivendo mais, então o peso dos óbitos está em cima da população mais envelhecida com 65 anos ou mais”, disse Klívia Brayner de Oliveira, que é gerente da pesquisa estatística do registro civil do órgão.

 

 

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