No Dia Internacional de Combate à AIDS, número de infectados ainda é alarmante

Uma das formas de detectar a doença é por meio do teste rápido

Considerada como uma sentença de morte em décadas passadas, a AIDS ganha uma média de 150 mil novos casos anualmente no Brasil. Assim como em meses passados, a partir de sexta-feira, dia 1º de dezembro, é celebrado o Dezembro Vermelho, em alusão ao Dia Internacional de Combate à AIDS. Pensando nisso, ações são realizadas para conscientizar a população sobre a doença.

Apesar de ser um dado alarmante, que aponta que mais de 36 milhões de pessoas em todo o mundo são soropositivos, o UNAIDS, programa das Nações Unidas criado em 1996 e que tem a função de criar soluções e ajudar nações no combate à AIDS, destaca que 53% da população com a doença agora têm acesso ao tratamento do HIV. Além disso, as mortes relacionadas à AIDS caíram quase pela metade desde 2005.

Em Praia Grande, segundo dados da Secretaria de Saúde Pública (Sesap), existem 1186 casos notificados. A duas faixas etárias com maior índice são: de 20 a 29 anos, 315 pessoas; e de 30 a 39 anos, 395 pessoas. Este ano, foram notificados 56 casos de infectados com o HIV. Já em relação às ações em alusão do dia, Praia Grande realiza a campanha Fique Sabendo em todas as unidades de saúde e também no Serviço de Atendimento Especializado.

Com foco na necessidade de  prevenção, são realizadas  palestras em escolas, locais públicos e até empresas sobre a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). Vale ressaltar que os pacientes com DSTs em Praia Grande recebem todo cuidado e atendimento especial através do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), com prédio localizado no bairro Boqueirão.

Vale ressaltar que não existe cura para a AIDS, mas a adesão aos regimes antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações. Além de tratamento com medicamentos, os portadores do vírus HIV também fazem acompanhamento com infectologista e psicólogo.

Com todo o avanço da medicina, as pessoas com Aids que começaram a tomar antirretrovirais em 2010 têm uma expectativa de vida  aproximadamente uma década maior do que aquelas que se submeteram ao mesmo tipo de tratamento em 1996, segundo revelou um estudo publicado nesta quarta-feira, dia 29, pelo periódico europeu The Lancet HIV.

Carolina Huerte

 

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