Ministério da Saúde divulga que mais da metade dos jovens tem o vírus HPV

Vacina é um dos métodos usados para prevenir o contágio com o vírus

Entre as inúmeras doenças sexualmente transmissíveis (DST), o HPV é uma das que tem aumentado no País. Segundo o Ministério da Saúde (MS), 54,6 % da população com faixa etária de 18 a 25 anos é portadora do vírus; destes, 38,4 % possui um alto risco de  desenvolvimento de câncer.

Os números foram divulgados pelo MS na segunda, dia 27, com base na pesquisa realizada pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV), no Rio Grande do Sul, com dados preliminares do projeto POP-Brasil-Estudo Epidemiológico, que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). 

O levantamento foi realizado em 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal, sendo entrevistadas 7.586 pessoas para que pudesse ser proporcionalmente ampliada para âmbito nacional. A capital brasileira que mais registrou pessoas infectadas foi Salvador com 71,9 %. Em São Paulo, a porcentagem chegou a 52,0%.  

Já em Praia Grande, embora o Município não tenha um número específico de pessoas portadoras do vírus, por ser considerada pelo MS uma medida de prevenção, milhões de jovens são imunizados em campanhas realizadas durante todo o ano pelo grupo DST/Aids da Cidade, que aplica as vacinas em escolas, espaços públicos e até mesmo empresas, mas tendo como público principal meninas de 9 a 15 anos e meninos de 11 a 15.

Em todas as campanhas a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é atingir 80% deste público alvo. A faixa etária foi definida pelo órgão federal porque além de anteceder o público que tem o vírus, neste período da vida, a produção de anticorpos contra o HPV tem maior eficácia.

O atendimento de pessoas com o vírus é feito pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE) que fica na rua Cidade de Santos, nº 89, Boqueirão.

SOBRE - O papilomavírus humano, chamado de HPV é uma DST comum e muitas pessoas que são portadoras não desenvolvem nenhum sintoma, mas ainda podem infectar outros indivíduos pelo contato sexual. Os sintomas podem incluir verrugas nos órgãos genitais ou na pele circundante.

Não há cura para o vírus e as verrugas podem desaparecer por conta própria. O tratamento visa a eliminação de tais e os melhores métodos de se evitar o contágio são a vacina, que previne os variados tipos e o uso de preservativo.

 

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