Com vários títulos, Beatriz Alves está pronta para temporada 2018

Aos 13 anos, Beatriz já participou de campeonatos internacionais

Como em qualquer virada de ano, é comum que todos façam alguma promessa ou tracem metas para o período que está prestes a começar. É assim que a carateca Beatriz Alves da Silva, de 13 anos deseja iniciar as competições em 2018: com o pé direito.

A pouca idade não impediu a atleta de já ser dona de várias medalhas de quatro importantes campeonatos da modalidade. Beatriz ganhou ouro no sul-americano, é vice-campeã pan-americana, tri-campeã brasileira e subiu quatro vezes ao lugar mais alto do pódio no Paulista, sem contar os títulos regionais.

Sem praticar outros esportes, a vontade de fazer a arte marcial surgiu com seu pai que também luta, mas não participa de disputas fora do Estado. Já ela compete há cinco anos e atualmente busca vitória na faixa preta, categoria sub-14, 40kg.

Segundo a atleta, das competições que por enquanto já lutou, existe uma que considera a mais significante e neste ano não faltará dedicação por resultados melhores. “A luta mais importante pra mim foi o pan-americano onde eu consegui ir mais longe até então. Tudo bem que fiquei em segundo lugar lá, mas foi a oportunidade que tive de chegar mais longe. Pela minha idade é o máximo que eu consigo ir. Agora meus planos são participar novamente dos campeonatos como o paulista, brasileiro, sul-americano e também dos que tem pela região”, explicou. 

A moradora de Praia Grande compete na maioria das vezes e outros estados, como Santa Catarina, Bahia, Brasília, Paraná, Espírito Santo, e países como Argentina e Bolívia.

  Em meio das viagens, de acordo com Beatriz, é possível conciliar o esporte com os estudos. “Graças a Deus eu tenho bolsa na escola porque consegui por estar no esporte e venho me dividindo já faz tempo. É complicado, como quando fico em semana de provas para estudar e treinar, mas eu tento dividir isso bem.”  

Com o início do ano, a carateca acredita que existem mudanças e aperfeiçoamentos que podem ser realizados em sua carreira. “São várias coisas que temos que melhorar sempre. Aprender com as derrotas e não se deixar levar por vitórias é uma delas. É assim que eu melhoro minha consciência, o jeito como eu vivo e não só no caratê como dentro de casa também”, esclareceu.  

Após todos os resultados já obtidos, a mãe da atleta, Bianca Alves, não consegue disfarçar o orgulho que tem da filha. “No primeiro campeonato dela deixei ela lutar de coração partido e o nervosismo tomando conta. Mas foi legal e emocionante. Eu conhecia o esporte porque meu marido já fazia e quando ela quis foi melhorando com o passar o tempo e aceitamos normalmente”, disse. “Temos graças a Deus o apoio da família. Quando preciso de ajuda eu recorro a eles e na medida do possível contribuem. Corremos bastante atrás de patrocínio, mas já fui em muitos lugares, até para a cidade de Praia Grande e tivemos portas fechadas. O único que ela tem é o ‘pai-trocínio’. Ele que banca e são muitas coisas. É dolorido e complicado para nós não termos o apoio. Esse ano estamos tentando fazer algo. É legal que alguém possa ver a Beatriz com outros olhos, de que vale apena investir. E não é porque é minha filha, mas sim pelo talento que eu sei que ela tem”, finalizou. 

Larissa França

 

 

 

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