Ministério faz campanha de prevenção contra Aids

Campanha visa fortalecer diversas formas de prevenção ao HIV/Aids aos jovens no período do carnaval

Prevenir é Viver o Carnaval #VamosCombinar é o tema da campanha de prevenção do carnaval 2018 que foi lançada pelo Ministério de Saúde nesta terça, dia 6, em Salvador. A campanha dá continuidade à lançada durante o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, e visa fortalecer às diversas formas de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis como o HIV/Aids junto ao público jovem. Este ano, como novidade, serão utilizadas diferentes manifestações musicais de cada local, tais como o samba, axé, frevo, marchinhas e forró.

Ao todo, o Ministério da Saúde está distribuindo 106 milhões de preservativos masculinos, 200 mil femininos e 3,8 milhões de unidades de gel lubrificante para todo o Brasil. “Esse quantitativo é relevante porque, como um dos motes da campanha é #vamoscombinar, queremos que os foliões não só da Bahia como de todo o Brasil, em conjunto com seus parceiros, se conscientizem da importância do uso de preservativos”, ressalta o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A campanha terá continuidade ao longo do ano, com ações nas principais festas populares do Brasil (São João, Parada LGBT, eventos regionais). Para Barros, “campanhas como essa, que se estenderão por todo o ano em diversas festas populares ao longo de todo o ano, irão possibilitar ao País reduzir não só os números de HIV e Aids, como também de outras infecções sexualmente transmissíveis”, ressaltou o ministro.

Atualmente, cerca de 830 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil. São 694 mil pessoas diagnosticadas e 548 mil pessoas em tratamento. Estima-se que 136 mil pessoas ainda não sabem que estão com HIV e que 196 mil sabem que tem o vírus, mas não estão em tratamento.

De acordo com a pesquisa do Ministério, os jovens são os que menos usam preservativos, razão pela qual são foco da campanha. Dados da Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas apontam queda no uso regular de camisinhas entre a faixa etária de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

O Brasil apresentou, em 2016, queda de 5,2% dos casos de taxa de detecção de Aids em relação a 2015, com 18,5 registros para cada grupo de 100 mil habitantes em relação a 2015 (19,5 casos). Já a mortalidade apresenta redução desde 2014, passando de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes em 2014 para 5,2 casos, em 2016.

TRATAMENTO – Atualmente, o SUS disponibiliza o medicamento Dolutegravir, considerado como o melhor tratamento contra o HIV/Aids no mundo. Cerca de 300 mil pacientes portadores do vírus receberão o tratamento em 2018. O novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos, o que é importante para os pacientes que devem tomar o medicamento todos os dias, para o resto da vida.

 

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