Governo paga R$ 9,2 milhões de bônus para servidores da região

Valor deste ano é maior que o de 2017; o cálculo do benefício é realizado a partir das notas do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado

Foi pago aos servidores da Educação do Estado na quinta-feira, dia 29, o bônus por merecimento que é dado anualmente aos funcionários da rede. Para a Baixada Santista, foram destinados R$ 9,2 milhões para os 5.800 educadores da região.

Ao todo, São Paulo liberou R$ 315,3 milhões aos 188 mil funcionários do setor. Este valor aumentou em relação ao benefício do ano passado, cujo valor era de R$ 290,3 milhões. A maior parte dos bonificados, que são 151,2 mil pessoas, fazem parte do magistério, que recebeu R$ 276,6 milhões.

Além de professores do ensino fundamental e médio, diretores, agentes de organização e equipes técnicas das escolas e órgãos centrais também tiveram direito ao benefício. Para chegar ao valor individual, a pasta leva em conta se a unidade escolar avançou e se atingiu ou superou a meta estipulada para o período. Os servidores precisam ainda ter trabalhado, no mínimo, em dois terços do ano letivo.      

Para quem atingiu 120% da meta, o valor do pagamento é próximo a um salário. Já aqueles que alcançaram 100%, o valor recebido é de 84%. Se o propósito não é atingido, é calculado somente o avanço da escola de forma proporcional. Neste ano, a média dos bônus foi de R$ 1.672,87, e os maiores pagamentos ficam entre R$ 13 mil e R$ 17 mil.

ÍNDICES - O cálculo do benefício é realizado a partir das notas do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp). Neste ano, pela quinta vez consecutiva, o ensino médio da rede avançou nos registros. O ciclo alcançou na última medição 2,36, contra os 2,30 registrados em 2016. Mesmo assim, a pontuação mais alta ainda é a do ano de 2008, quando a Secretaria adotou o indicador de qualidade na educação paulista.

Já o desempenho do ciclo 2 do ensino fundamental (do sexto ao novo ano) voltou a crescer e superou sua marca anterior. Em 2017, o ciclo atingiu 3,21, uma diferença de 0,28 pontos em relação aos 2,93 de 2016. No ciclo 1 (do primeiro ao quinto ano), por sua vez, teve queda: as notas foram de 5,40 para 5,33. Ainda assim, é o segundo melhor resultado da história.

 

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