Novos nomes assumem Saúde, Transportes e Presidência da CEF

Gilberto Occhi deixou a Presidência da Caixa Econômica Federal para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Ricardo Barros

Nesta semana tomaram posse os ministros de Transportes e Saúde em lugar dos que deixaram os cargos para concorrer nas eleições de outubro. Valter Casimiro assume o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil; e Gilberto Occhi deixou a Presidência da Caixa Econômica Federal para ficar à frente do Ministério da Saúde na segunda-feira, dia 2 de abril. Em seu lugar ficou Nelson Antônio de Souza.LATERAL Novos nomes

Os dois ministros entraram no lugar de Ricardo Barros (PP/PR), que deixou a Pasta de Saúde; e do deputado Maurício Quintella (PR-AL), que saiu dos Transportes. O primeiro tentará reeleição à Câmara dos Deputados e o segundo é pré-candidato ao Senado por Alagoas.

Occhi é servidor de carreira da Caixa Econômica Federal. Foi admitido na instituição financeira em 1980. Já ocupou o cargo de ministro da Integração Nacional, entre janeiro de 2015 e abril de 2016, e de ministro das Cidades, entre março e dezembro de 2014.

Valter Casimiro é o atual diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Nelson Antônio de Souza iniciou carreira na Caixa em 1979. Já ocupou os cargos de diretor-executivo de Gestão de Pessoas, chefe de gabinete da Presidência e superintendente nacional da Região Nordeste e do FGTS. Em 2014, assumiu a Presidência do Banco do Nordeste e em agosto de 2015 tomou posse como vice-presidente de Habitação da Caixa.

As mudanças já estavam previstas, uma vez que vários ministros já haviam anunciado a saída do governo até o fim da próxima semana para disputar as eleições de outubro. Por lei, ministros que queiram se candidatar precisam deixar os cargos seis meses antes da eleição, prazo que neste ano termina em 7 de abril.

DANÇA DAS CADEIRAS - Outra mudança será no Ministério do Planejamento. O ministro Dyogo Oliveira vai para o BNDES. No domingo, dia 1º de abril, o presidente confirmou no domingo que o secretário-executivo Esteves Pedro Colnago Junior assumirá a Pasta.

Para tentar garantir o apoio do DEM, Temer tem acelerado as negociações com os caciques da legenda e o alvo da barganha é o Ministério da Educação. Em reunião com sua equipe, citou o nome do deputado Carlos Melles (DEM/MG), ligado ao setor, como uma das possibilidades para suceder Mendonça Filho, que deixará a pasta para disputar a eleição de outubro.

O DEM está num processo de distanciamento do governo Temer desde que lançou a pré-candidatura de Rodrigo Maia à Presidência da República. Maia ocupa posição estratégica para o governo, principalmente caso seja apresentada uma terceira denúncia contra Temer pela Procuradoria-Geral da República, em virtude da Operação Skala.

 

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