Mal de Parkinson atinge mais de 200 mil brasileiros

Doença cresce a cada ano, seguindo o aumento da população na terceira idade

Com a expectativa de vida maior, os riscos de doenças crônicas como a de Parkinson aumentam. Para conscientizar e informar a população sobre esse problema que afeta cerca de 200 mil brasileiros acima de 65 anos, foi criado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado na próxima quarta-feira, dia 11. Estima-se que somente em Santos existam cerca de 2.000 pessoas com Parkinson. Nas outras oito cidades da Baixada Santista, de Peruíbe a Bertioga, são 4.000 pessoas afetadas.

A pesquisa feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que a incidência do Parkinson no brasileiro acima de 65 anos é de 3% e costuma aparecer depois dos 60 anos. Porém 10% deles têm menos de 50 anos e 5% têm menos de 40.

O Parkinson é uma doença neurológica, progressiva e não tem cura. Costuma se manifestar por volta dos 60 e 70 anos e atinge o sistema nervoso central, afetando a movimentação muscular do idoso. É caracterizada pela lentidão nos movimentos, tremor que aparece, principalmente, quando a pessoa está em repouso, rigidez da musculatura e instabilidade da marcha.

Quem tem Parkinson se isola, se sente só e quer se esconder. Esse isolamento social é comum e faz muito mal. Com o tempo, a pessoa pode piorar e ter seus sintomas agravados. Por isso, dividir a vida com outros iguais é um ótimo começo para controlar a doença. Por esse motivo, o Grupo Lótus – Associação Parkinson da Baixada Santista foi fundado em 2008, com o objetivo de promover a integração de parkisonianos na região por meio de atividades que trazem um grande bem-estar e um sentimento de pertencimento, de estar entre amigos, ser compreendido.

A vice-presidente da entidade, Márcia Reis, explica que ao longo dos anos buscaram vários avanços no tratamento. “Os cientistas apresentam diversas soluções que podem levar ao desenvolvimento de novas terapêuticas. Mas, ainda sim, é fundamental estimular a convivência social, já que os portadores da doença tendem a se isolar”, reforça.

Não há um tratamento que leve à cura da doença, mas sim um que controla os sintomas apresentados e retarda o seu progresso. Como os neurônios são células que não se renovam, a única solução da medicina foi fazer uso de medicamentos e cirurgias para o controle de seus sintomas. Esses itens, juntamente com a fisioterapia e terapias, possuem um grande efeito na qualidade de vida da pessoa diagnosticada.

“Um aspecto importante a ser considerado e que gera muita dificuldade de compreensão, diz respeito à individualidade das pessoas com a doença, pois, os diferentes sintomas motores e não motores influenciam de forma específica cada indivíduo. Os parkisonianos ficam muito expostos e vulneráveis, uma vez que a patologia afeta socialmente”, salienta Márcia.

 

 

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