INCA estima 600 mil novos casos de câncer neste ano no Brasil

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado neste domingo, dia 8. Em alusão à data, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou a Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil. Ao todo, o Instituto estima 600 mil novos casos de câncer neste ano no País.

O tipo mais comum entre a doença é o câncer de pele, que só nesse ano registrará 85.170 novos casos entre homens e 80.410 nas mulheres; seguido pelos cânceres de próstata 68.220 em homens e mama 59.700 mil em mulheres. Além dos citados, completam a lista dos dez tipos mais incidentes: cólon e reto com 36.360; pulmão, 31.270 casos; estômago, 21.290; colo do útero, 16.370; cavidade oral, 14.700; sistema nervoso central, 11.320; leucemias, 10.800; e esôfago, 10.970.

O câncer, também conhecido por neoplasia, é a segunda doença que mais mata pessoas no mundo. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que as pessoas se reúnam em prol da prevenção da doença.

Alguns cânceres podem ser curados. Alguns pacientes podem viver muitos anos com o câncer, e outros tumores são rápidos e fatais. Por isso, quanto mais cedo for o diagnóstico melhor os resultados. A diretora de creche, Tatiana Corona Espinosa descobriu que tinha o câncer de mama ao completar 39 anos, .

“No final de 2016, uma das minhas filhas em uma brincadeira com meu marido acabou dando um chute no meu seio e na hora ficou um carocinho. Como meus exames mostravam tudo sempre certo, minha ginecologista, me aconselhou procurar um mastologista, que solicitou uma biópsia. O resultado saiu em fevereiro do ano seguinte com o laudo de carcinoma digital mamário invasivo grau 2. Quando eu peguei o resultado perdi o chão”, relembra.

Tatiana estava com um tumor de quase seis centímetros e precisou fazer quimioterapia. “O meu tumor em novembro já não existia, pois meu corpo respondeu muito bem as sessões de quimio. Hoje faço uso diário de medica-mento via oral e mensal injetável, pois, no meu caso preciso entrar na menopausa, já que não posso ter oscilação hormonal.”

O apoio da família é essencial. Sua filha de 8 anos chegou a perguntar se a ela morreria. “Eu tive que explicar que ela tinha sido meu anjo. Pois, eu consegui descobrir a tempo. O chute dela me salvou”, diz recuperada da doença.

A designer de sobrancelha Mônica Aparecida Vieira relata que fez vários exames para chegar ao resultado. “Foi constatado que eu tinha um problema de tiróide, hipertireoidismo. Comecei meu tratamento, enquanto aguardava outro exame do SUS. Demorou mais de quatro meses para eu descobrir que a medicação não fazia efeitos e eu só piorava. Até eu consegui fazer o ultrassom doppler e descobrir o câncer de tiróide.”

Mônica fez o tratamento em um hospital de rádio-iodoterapia em São Paulo. “Passei por todo o procedimento que deu certo, pois, o câncer de tiróide tem 99% de cura. Agora passo no Hospital Guilherme Álvaro a cada seis meses para exames de rotina e continuo tomando hormônios.”

A designer está curada há quase quatro anos. “Por causa disso falo a todos que tenho duas datas de aniversário. O dia 5 de abril, meu nascimento oficial, e 16 de outubro que foi quando fiz o procedimento de cura”, celebra Mônica.

Danielle Martins

 

Ecovias

ecovias