Governo Temer é aprovado por 5% e reprovado por 72%, segundo Ibope

Na primeira pesquisa sobre avaliação de Temer em 2018, cenário não é muito diferente do que no final do ano

Na primeira pesquisa de avaliação do governo do presidente Michel Temer (MDB), divulgada pelo Ibope neste ano, a reprovação da gestão foi de 72% dos entrevistados. O estudo, encomendado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), foi divulgado na quinta-feira, dia 5, e aponta uma leve queda na reprovação do governo de Temer. Em dezembro, o total de entrevistados que considerou ruim ou péssimo foi de 74%.

Na outra ponta, a aprovação do governo caiu de 6% para 5% do último levantamento para o atual, oscilando dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No mesmo período, os que consideram o governo regular subiram de 19% para 21%. Somente 2% dos entrevistados não souberam responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 25 de março e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios. Vale destacar que foi feita antes da deflagração pela Polícia Federal da Operação Skala, que investiga se Temer teria beneficiado empresas que atuam em portos com a edição de decreto que renovou concessões de serviços em troca de suposto recebimento de propina.

O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta quarta, segundo a CNI, é de 95%. “As mudanças ficaram dentro da margem de erro”, explicou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

OUTROS PONTOS – Com relação à maneira de governar de Temer, a pesquisa CNI/Ibope aponta desaprovação de 87% e aprovação de 9%. Não souberam ou não responderam totalizou 4%. O cenário não é muito diferente do que o do último levantamento. Em dezembro, 9% aprovavam e 88% desaprovavam.

Na divisão por áreas, na saúde, 87% reprovaram e 12% aprovaram; no combate ao desemprego, 85% desaprovaram e 13% aprovaram; sobre as taxas de juros, 85% desaprovaram e 10% aprovaram; na Segurança Pública, 84% desaprovaram e 14% aprovaram; e na Educação, 80% desaprovaram e 18% aprovaram. Para Fonseca, isso pode ser resultado da intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro.

Apesar da queda da inflação e de sinais de retomada do emprego, a população ainda não consegue perceber as melhoras na economia. Por mais que esteja sendo noticiado, muitos produtos e serviços continuam subindo de preços, como gasolina, gás de cozinha, tarifas de ônibus e material escolar. “As pessoas ainda não estão convictas que a economia está se recuperando, porque, claramente, muitos preços não pararam de subir”, disse, explicando que, por isso, o governo não consegue se apropriar das boas notícias para aumentar sua popularidade. “Até a questão do emprego, por mais que tenha esse sinal (de retomada dos postos de trabalho), o desemprego é muito alto”, concluiu.

 

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