Márcio França assume Governo e anuncia mudanças

“O Estado é forte, soberano e um exemplo para o Brasil”, destacou França

Chegando ao final do seu quarto mandato à frente do Governo do Estado – e em meio a uma maratona de inaugurações de obras, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deixou o Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira, dia 6, em cumprimento a legislação eleitoral que exige a desincompatibilização dos cargos diretos. Como é notório, Alckmin deixa o Governo para se dedicar a elaboração de estratégias para sua campanha à Presidência da República. Em seu lugar, assumiu o vice-governador Márcio França (PSB) (pré-candidato ao Governo do Estado), que fica no cargo até dezembro.

Num primeiro momento, Alckmin enviou sua carta de renúncia à Assembleia Legislativa, onde Márcio França tomou posse em seu lugar no início da tarde. “Acima de nós e dos nossos partidos está o povo de São Paulo, o povo brasileiro. Eles sim são os verdadeiros donos de tudo o que fazemos, das nossas decisões e do Estado. A eles serei sempre submisso”, falou França, em breve discurso que durou dez minutos.

Agora governador, França disse que será fácil assumir a gestão do Estado das mãos de um “homem honrado, que cumpre sua palavra e é digno”, referindo-se à Alckmin.

Com relação à troca do primeiro escalão, adiantou que os secretários da Casa Civil, Samuel Moreira; da Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim; da Secretaria do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro; do Turismo, Fabrício Cobra; e da Cultura, José Luiz Penna; deixam os cargos e em seus lugares assumem os secretários-adjuntos, temporariamente. Dois novos nomes foram anunciados por França: os jornalistas Clóvis Vasconcelos e Maurício Juvenal assumem as Secretarias de Comunicação e Planejamento, respectivamente.

CAPITAL – Quem também se desincompatibilizou do cargo na sexta-feira, dia 6, foi o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que é pré-candidato tucano ao Governo do Estado. Em seu lugar assumiu o vice-prefeito Bruno Covas (PSDB). Doria deixa o cargo 1.000 dias antes do final do mandato que ele prometeu cumprir até 2020.

ASSEMBLEIA - Como os deputados estaduais exercem cargos legislativos, não renunciam para disputar a eleição, mas os que querem mudar de partido precisavam fazer isso até esta sexta-feira, dia 6. Com as mudanças, a Assembleia Legislativa de São Paulo ficou assim: o PSB foi o que mais ganhou deputados, e agora conta com 12 parlamentares. O PSDB continua com a maior bancada, mas perdeu dois deputados e agora tem 18. O PT tinha 15 e agora tem 14; o DEM ficou com sete; o PSD tem quatro; o PSOL tem três; o PROS, o Avante e o PSC tem um cada. Solidariedade, PHS. PDT e PSL ficaram sem deputados.

 

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