Medo do desemprego diminui entre os brasileiros, aponta levantamento

Além do medo ao desemprego, o estudo divulgado pela CNI mostra que as pessoas estão mais satisfeitas com a vida

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Mesmo com o País se recuperando da crise econômica, muitos brasileiros estão aos poucos perdendo o medo de ficar desempregados e estão ainda mais satisfeitos com a vida. Esse foi o resultado do levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado na segunda-feira, dia 9. A pesquisa foi realizada com 2.000 entrevistados de 126 municípios do Brasil.

Em relação ao mercado de trabalho, o medo das pessoas de ficarem desempregadas apresentou melhora em março deste ano, se comparado com dezembro de 2017. Os números caíram dois pontos, o que registrou 63,8 pontos. Porém, o índice ainda se encontra acima da média histórica de 49,2.

Entre os sexos, o medo diminuiu mais entre as mulheres, diante do mês de dezembro. O registro era de 70,7 e foi para 68,3. Já os homens foram de 60,6 para 58,9. A faixa etária que mais abaixou o medo foram pessoas acima de 55 anos, com dois pontos. Houve crescimento na insegurança do público de 35 a 44 anos (+1,10) e de 45 a 54 anos (+0,90).

Mesmo estando fora da faixa etária citada, a moradora do bairro Mirim, Jhessica Montes, de 25 anos, não tem medo do desemprego. “Terminei a faculdade ano passado e ainda não estou na minha área. Acho que isso não me deixa ter medo de arriscar”, comenta.  

Já o índice de satisfação com a vida atingiu o maior patamar desde dezembro de 2014. Ele apresenta reversão de metade da queda que ocorreu ao longo da crise econômica.

Apesar da melhora, os 67,5 pontos observados no índice ainda estão abaixo da média histórica, de 69,8 pontos.

Atualmente, entre os sexos, os homens andam mais satisfeitos com a vida. Houve uma elevação de 2,20 pontos. As mulheres subiram para 1,70.

Para o residente do Guilhermina, Airton Batista da Silva, é preciso esperança para garantir satisfação. “Sempre buscamos coisas melhores para nossas vidas, mas hoje, perto de alguns anos estou bem satisfeito. Não adianta só reclamar, é preciso também agradecer”, declara.

Por faixa etária, todas obtiveram aumento, porém a que mais cresceu em relação à satisfação com a vida foi de 25 a 34 anos com 3,40 pontos a mais.

 

 

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