Tartaruga ameaçada de extinção é salva com endoscopia em Intanhaém

A tartaruga se recupera e voltará ao mar em um mês

Médicos veterinários conseguiram retirar um anzol de pesca que foi engolido por uma tartaruga-marinha cabeçuda (Caretta caretta) resgatada em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O animal, que poderia morrer por não conseguir se alimentar ou por uma infecção generalizada, deve ser devolvido ao mar em 30 dias.

A tartaruga pesa 44 kg e foi encontrada por uma equipe do Instituto Gremar, que monitora a costa do estado, encalhada na praia do bairro Campos Elíseos. A presença de uma linha pesca na cloaca do animal fez que com a equipe da bióloga Rosane Farah, desconfiasse da existência de um anzol preso ao animal.

"Ele estava debilitada e com a flutuabilidade prejudicada. Levamos a tartaruga para fazer o raio-X e ali identificamos o anzol, que estava justamente preso ao esôfago", conta Rosane. A equipe acredita que a ingestão do petrecho ocorreu acidentalmente enquanto o animal se alimentava na costa de São Paulo.

A expectativa é de que a tartaruga seja devolvida ao mar em até um mês, depois que se recuperar de uma pneumonia. O Gremar integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, justamente para o resgate de animais marinhos que encalham na costa. O acionado gratuito pode ser feito pelo telefone 0800-6423341.

 

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