Mulheres abrem seus negócios depois da maternidade

Márcia procura inovar e ser criativa sempre com os produtos do seu Ateliê

Não é apenas uma criança que nasce após a maternidade. Muitas mulheres decidem se lançar no empreendedorismo motivadas, principalmente, pelo desejo de passar mais tempo com o filho. De acordo com uma pesquisa da Rede Mulher Empreendedora (RME), 75% das empresárias bra-sileiras decidiram ter o próprio ne-gócio depois da maternidade. Po-rém, de acordo com o estudo da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas, do ano passado, 48% das mães ficam desempregadas até um ano após o parto e aí surge o em-preendedorismo por necessidade.

Esse é o caso da empresária Ca-rolina Huerte Tevez, depois que deu à luz ao Henrique, em 2017, foi dispensada da empresa em que trabalhava com jornalismo. O jeito para conciliar carreira e materni-dade foi abrir um negócio — o de personalizados de festa, a empresa Carolina Decora.

Carolina conta que depois de ser dispensada do trabalho pre-cisava arranjar algo para obter renda. “Acho que se eu não tives-se meu filho talvez eu teria tomado outros caminhos na minha vida”.

A empreendedora ressalta que não imaginava ter tanto sucesso quando começou, já que há cinco meses tinha 35 tipos de produtos e hoje trabalha com 80. A empre-sa já tem dois funcionários e teve que investir em dois notebook, duas impressoras, uma máquina de corte e uma de adesivar copo, já que sua demanda cresceu muito. Seu forte são os copos acrílicos e topos de bolo personalizados.

Carol diz que empreender não é tarefa fácil, mas a dica é não fazer sozinha e se planejar. “Fazer uma reflexão sobre quanto tempo você vai estar com os filhos e quais as horas do dia vai se dedicar para o negócio, é essencial para que possa estabelecer uma rotina que funcione em casa e no trabalho.”

Outro exemplo de mãe em-preendedora é Márcia Maria Ribeiro, que depois dos altos e baixos em sala de aula, criou o Ateliê Moreninha Criativa - de artesanato em costura criativa.

Formada em ciência da com-putação, a empreendedora tem 20 produtos em seu portifólio, dentre elas, necessaires, bolsas e outras peças criativas. Ela faz seus próprios horários e regras para conseguir atender a sua demanda, a casa e o filho.

Seus problemas de saúde e a vontade de ficar mais próximo da família, fez com que escolhesse esse caminho. “Sempre gostei de artesanato, desde criança, e precisava de alguma coisa para gerar renda. Logo após entrar no grupo de apoio Empreendedoras de Sofia, tive certeza de que eu queria viver do artesanato”.

Ela resolveu investir profis-sionalmente e procurou cursos para se especializar ainda mais na área, que está há cinco meses. “Fui procurar saber como colocar meu artesanato à venda, fiz página do Facebook. Amo criar coisas novas, me sinto útil e faço coisas utéis para as pessoas. Não é fácil ser empreendedor no Brasil. Você não tem um salário fixo, horário para trabalhar e precisa organizar isso”. Márcia já pensou várias vezes em desistir, mas, a força e o amor pela costura criativa fazem com que a sua empresa cresça e evolua todos os dias.

 

 

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