Evento alerta sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes

No ano passado o serviço Disque 100 recebeu 22.324 denúncias relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes

No ano passado o serviço Disque 100 recebeu 22.324 denúncias relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes (de 0 a 18 anos). O número representa, em média, 65 denúncias do gênero por dia e um aumento de 27,39% em relação a 2016, quando o canal de comunicação do Ministério dos Direitos Humanos registrou 17.523 contatos. O Estado de São Paulo, há anos, lidera o ranking dessas denúncias. Para combater esses casos, Santos aderiu à campanha nacional Pode ser Abuso, da Fundação Abrinq.

Por mais que o cenário seja alarmante, vale lembrar que nem sempre uma denúncia representa um caso. Mas, há crimes sendo cometidos contra menores. No Estado, as estatísticas da polícia mostram apenas estupros de vulneráveis, ou seja, crianças, adolescentes e pessoas incapazes de exercer sua própria defesa, como alguém que foi drogado, embriagado ou tem alguma deficiência ou síndrome. Só em março deste ano, foram registrados 47 boletins indicando essas ocorrências.

Por isso, em Santos, está acontecendo o Programa Cidadania em Ação com diversas atividades dentro deste tema. No dia 12, a partir das 9h30, no Mercado Municipal, haverá uma palestra aos pais sobre violência sexual de menores. Haverá também uma conversa sobre violência sexual e exploração de trabalho infantil voltada para o público adulto. A palestra, que está prevista para iniciar 9h15, é umas das ações da Prefeitura alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio) - iniciativa que integra a adesão do Município à campanha Pode ser abuso, da Fundação Abrinq. As atividades do programa terão início após a palestra e seguirão até 16h.

As ações tiveram início no dia 18 de abril, há um mês da data 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem sendo divulgadas em mais de 2.300 municípios.

“Uma forma de combater o abuso sexual na infância e adolescência é sensibilar a sociedade para o tema e priorizar a prevenção. Orientar e informar a população em geral e, principalmente, a família e os profissionais da área de educação”, alerta o gerente executivo da Fundação Abrinq, Victor Graça.

 

 

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