Prefeito interino pede auditoria nas contas e contratos públicos

Depois de assumir à Prefeitura, Biagioni atender vereadores e em seguida deu entrevista à Imprensa

Ao assumir a Prefeitura após determinação da Justiça, na segunda-feira, dia 14, o primeiro ato do prefeito interino Rodrigo Biagioni (PSDB) foi determinar auditoria nas finanças e nos contratos da Administração Municipal.

O ex-presidente da Câmara assumiu o Executivo após a prisão do então prefeito Artur Parada Prócida pela Polícia Federal e o afastamento judicial do vice-prefeito Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (ambos do PSDB), investigados na Operação Prato Feito, que investiga desvio de verbas federais voltadas à Educação. O Município estava sem comando desde quinta-feira, dia 10.

Biagioni tentou assumir a Prefeitura na sexta-feira, dia 11, com base na Lei Orgânica Municipal e em concordância com os demais vereadores da Cidade, mas a equipe de Prócida não viu legitimidade e impediu sua posse. Foi preciso que o juiz Paulo Alexandre Rodrigues emitisse parecer judicial para que o ex-presidente da Câmara assumisse o Executivo.

Em entrevista à Imprensa após atender vereadores na manhã de segunda, Bargioni salientou que a única forma de sair da atual crise municipal é agregar as lideranças políticas que querem uma cidade melhor. “Primeiro vamos fazer uma auditoria geral na Prefeitura para ver se esta tudo bem, nos conformes, com atenção especial à saúde”, explicou Biagioni. “Vamos dar sequência aos trabalhos da Cidade. Sem prepotência, sem arrogância. Uma democracia, a união de todos para o bem da cidade.”

CASSAÇÃO - Em virtude das denúncias e do flagrante do prefeito, que foi preso por não conseguir explicar a origem dos R$ 5 milhões em espécie que mantinha em casa, ambos podem ser alvo de processo de impeachment na Câmara. Na segunda-feira, dia 14, não teve sessão por falta de quórum. Dos 13 vereadores, somente três estiveram presentes.

PRATO FEITO – A operação da Polícia Federal apura que cinco grupos criminosos agiriam em 30 municípios, contatando prefeituras por meio de lobistas, para direcionar licitações de fornecimento de recursos federais para a educação destinados à compra de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

Na quarta-feira, dia 9, foram cumpridos 19 mandados em seis cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. A operação é resultado de uma investigação da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), que apuram irregularidades em 65 contratos de até R$ 1,6 bilhão.

Segundo as autoridades, há indícios do envolvimento de 85 pessoas, sendo 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outros 40 funcionários de empresas. A CGU identificou, ao longo das investigações, 65 contratos suspeitos, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão.

A Polícia Federal informou que os investigados podem responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de um a 12 anos de prisão. Os agentes públicos envolvidos nas investigações foram afastados dos cargos pela Justiça.

 

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