Impostômetro atingirá R$ 1 trilhão 12 dias antes do que no ano passado

Ano após ano, o governo tem arrecadado R$ 1 trilhão cada vez mais rapidamente: em 2010, valor foi registrado em outubro

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atinge, nesta segunda-feira, dia 4 de junho, às 7h50, a marca de R$ 1 trilhão, com 12 dias de antecedência em relação 2017. O valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros desde o início do ano nos três níveis de governo. Do valor de R$ 1 trilhão que a população terá pago na segunda-feira, cerca de R$ 654,9 bilhões (66%) vão para o governo federal, R$ 280,8 bilhões para o tesouro estadual e R$ 64,1 bilhões (6%) para os cofres municipais.

Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, a antecipação na arrecadação evidencia que os governos têm recebido mais dinheiro dos contribuintes, em função da recuperação econômica e também do aumento de alíquotas, como foi o caso dos tributos que incidiam sobre os combustíveis. “Ainda que o governo possa perder a arrecadação do diesel, essa perda seria insignificante face ao tamanho do bolo tributário brasileiro”, ressalta.

Segundo Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a redução de Cide, PIS e Cofins sobre o diesel - medida que reduzirá a arrecadação - não é razão para que o governo tente compensar essa perda com elevação de outros tributos. “O governo não pode jogar essa conta para a população, que já é muito onerada. Não podemos tirar do horizonte a necessidade de os governos melhorarem a gestão dos recursos e a qualidade dos serviços que oferecem à sociedade”, comenta.

Ano após ano, o governo tem arrecadado R$ 1 trilhão cada vez mais rapidamente. Em 2010, para se ter uma ideia, esse montante foi registrado pelo Impostômetro em outubro.

BALANÇO ANUAL - A expectativa é de que no dia 31 de dezembro o Impostômetro alcance um número próximo de R$ 2,39 trilhões ? valor superior ao registrado em 2017 (R$ 2,17 trilhões). “Ainda assim, espera-se um déficit público de mais de R$ 100 bilhões nesse ano, o que mostra como é excessivo o gasto do governo”, conclui Burti.

 

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