Número de mortes por gripe sobe cerca de 180% em São Paulo

Campanha contra o vírus influenza só vacinou 151 mil pessoas na região

De acordo com boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica (CEV) da Secretaria da Saúde do Estado, o número de mortes pelo vírus da gripe subiu cerca de 180% em menos de um mês. De janeiro até o dia 2 de maio foram registradas 25 mortes por tipos do influenza. Já no período até dia 28 de maio, contabilizaram 71 mortes. Com isso, o número de casos confirmados subiu de 146 para 458 em menos de um mês.

Para a diretora de imunização da Secretaria de Saúde do Estado, Helena Sato, esses números só mostram a importância de tomar a vacina. “Sempre iniciamos a campanha antes do inverno, estação em que a doença predomina. Realizamos dessa forma pelo produto levar até 15 dias para fazer efeito. No entanto, isso não impede que o vírus circule. O que é feito desde o início do ano é um monitora-mento de quais os tipos predominantes, que hoje é o caso do H1N1, H3N2, o A e depois o B”, explica.

Quem pode receber a vacina são os trabalhadores da saúde, pessoas acima dos 60 anos, indígenas, crianças entre 6 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes e puérperas (mulheres em período pós-parto de 45 dias); pacientes diagnosticados com doenças crônicas e professores.

Até o momento, cerca de 8,4 milhões de pessoas foram vacinadas em São Paulo. Na Baixada Santista, até dia 12 de maio, 151 mil pessoas tomaram a dose. Esta é a 20ª Campanha Nacional contra a gripe, que iniciou no dia 23 de abril e seguiria até 1º de junho. Contudo foi prorrogada até o dia 15 devido a greve dos caminhoneiros e também pela baixa cobertura vacinal.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), são esperadas 54,4 milhões de pessoas que pertencem aos grupos prioritários, o que corresponde à meta de 90% da população-alvo.

No entanto, o número de doses aplicadas no Estado é baixo. Até o momento São Paulo vacinou somente 43,3 % das crianças, 47% das gestantes, 80% dos idosos, 79,7% puérperas, 75,6% dos professores. Na região não é muito diferente: 44% das crianças, 43% grávidas, 80,6% dos idosos, 90,9% das puérperas, 61,6% dos trabalhadores da saúde e 59,1% dos professores.

Conforme Helena Sato, o baixo índice aos dois grupos do público-alvo é pelo fato da população ainda ter dúvidas. “Muitas mães acham que não vale a pena tomar a vacina pela criança ficar doente mesmo assim. Porém, é preciso entender que são vírus diferentes. O que normalmente se tem é um resfriado causado pelo rinovírus. Já a gripe, é pelo influenza, e se não for cuidada pode causar aos grupos mais riscos e complicações, como internações hospitalares e pneumonias. Com as grávidas, se o quadro agrava, consequentemente afeta a vida do bebê. É necessário ficar alerta, pois as crianças que tomarem a vacina precisam da segunda dose um mês depois da primeira. Isso é válido em todo o País”, explica.

Segundo a profissional, a partir de 15 de junho a campanha estará disponível para dois novos grupos: pessoas entre 50 e 59 anos e as crianças de 5 a 9 anos. “Somente após isso avaliaremos as demandas e aguardamos as próximas orientações”, disse Helena, sobre a possibilidade de disponibilizar a vacina para todos.

O último boletim de influenza do MS aponta que, até 2 de junho, foram registrados 2.315 casos de influenza em todo o País, com 374 mortes, sendo o maior número pelo H1N1. Na região até o momento só há um caso de morte este ano e foi em Cubatão. Em 2017, Itanhaém e Praia Grande tiveram um caso e uma morte confirmada cada uma. Em Santos houve cinco casos e duas mortes. Peruíbe, Bertioga, Mongaguá e Guarujá não registraram casos da gripe. Já São Vicente, até o fechamento da edição na sexta-feira, dia 20, às 18h, não respondeu aos questionamentos do jornal Gazeta do Litoral.

 

 

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