Pedágios das rodovias paulistas estão mais caros

Praça de pedágio da rodovia Cônego Domênico Rangoni passará de R$ 12,00 para R$ 12,20

As novas tarifas de pedágio entram em vigor no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) a partir deste domingo, dia 1° de julho. Os novos valores são pela confirmação da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, dia 26. O reajuste será de 2,85%, índice relativo ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-A) acumulado entre junho de 2017 e maio deste ano.

Para os paulistanos que pretendem viajar para o litoral no início de julho, os valores vão subir R$ 0,60 nas duas principais praças do Sistema, Riacho Grande (KM 31 da via Anchieta) e Piratininga (KM 32 da Imigrantes), onde a tarifa passará a custar               R$ 26,20.

Na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, a tarifa passou de R$ 7,00 para R$ 7,20, e na rodovia Cônego Domênico Rangoni, de R$ 12,00 para     R$ 12,20. No pedágio de bloqueio Batistini (KM 24 da Imigrantes), a tarifa vai de   R$ 5,80 para R$ 6,00. Já nos bloqueios de Diadema (KM 16 da Imigrantes) e Eldorado (KM 20 da Imigrantes), não haverá alteração no valor, que permanecem em R$ 1,80 e     R$ 3,60, respectivamente.

“Na verdade, o reajuste é um procedimento legal. Porém, num cenário em que a população está com rendimento menor e o reajuste em alta, a tendência é que o novo valor prejudique ainda mais as finanças daqueles motoristas que utilizam as rodovias com certa frequência”, opina o engenheiro de tráfego e especialista em trânsito Humberto Pullin.

A análise do especialista pode ser exemplificada pelo aumento de 495% no valor do pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes nas últimas duas décadas. Em 1998, início da concessão, a tarifa custava R$ 4,40. Desde então, o País passou por série de oscilações em sua economia.

O reajuste é aplicado todo dia 1º de julho, data estipulada nos contratos das concessionárias. De lá para cá, a receita dos pedágios viabilizou R$ 100 bilhões em obras. Somente no Sistema Anchieta-Imigrantes, segundo a Ecovias, foram empenhados R$ 8,5 bilhões em investimentos em serviços.

“É óbvio que, em contrapartida, a concessão auxilia na melhoria da estrada, porém, o valor tem encarecido muito, inclusive, pode ter, no próximo ano, preço ainda maior, tendo em vista a isenção da cobrança de tarifa de pedágio para eixo elevado dos caminhões após a greve do último mês”, afirma Pullin.

De acordo com a Artesp, de janeiro a maio de 2017 houve registro de 1.197.415 evasões (fugas) nas rodovias paulistas. Em 2018, também de janeiro a maio, houve 627.897, o que representa uma queda de 47%. A multa por evadir o pedágio é de R$ 195,23.

Os reajustes serão aplicados em 19 concessionárias de rodovias estaduais paulistas.

SEM PARAR – Desde o dia 18, cabines de pedágio com “sem parar” nas rodovias no Estado de São Paulo perderam as cancelas. Porém, na noite da sexta-feira, dia 22, uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou a lei.

O pedido para o retorno das cancelas veio em uma ação movida pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Impor a retirada das cancelas com lei é assumir funções que não pertencem a assembléia.

Além disso, a ABCR apresentou junto do processo uma planilha que mostrava aumento da velocidade dos veículos nas praças de pedágio que já haviam retirado as cancelas.

Com esses dados, apelou para a reinstalação das cancelas no intuito de proteger a vida dos funcionários, usuários e outras pessoas que transitam pelas praças de pedágio. Para evitar acidentes a quem já havia acostumado com as praças sem cancela, as concessionárias terão que instalar avisos e faixas.

 

 

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