Instituto Biopesca inaugura unidade de tratamento aos seres marinhos

Esta é a primeira unidade do Estado e faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos

O Instituto Biopesca, organização sem fins lucrativos de Praia Grande, inaugurou na terça-feira, dia 10, uma Unidade de Estabilização que contribuirá para os cuidados e tratamentos de animais marinhos não só na Cidade como também pela região.

Esta unidade fica dentro da sede do Biopesca, onde ocorreu solenidade de abertura com a presença de autoridades do Município e representantes envolvidos com o projeto.

Com a abertura do novo serviço, a entidade dará suporte e atenção aos animais encontrados vi-vos pela faixa de areia da praia e não realizarão somente a necrópsia e as pesquisas em animais mortos, como era feito até então.

A estrutura da sede foi adaptada e equipada fazendo parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), desenvolvido pela entidade junto a mais 12 instituições que vigiam a costa do Rio de Janeiro a Santa Catarina. A ação atende o licencia-mento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Ba-cia de Santos.

A Unidade de Estabilização já existe nos outros estados parceiros da ação e esta foi a primeira unidade de São Paulo. O objetivo é avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre os animais marinhos.

Conforme o secretário de Meio Ambiente da Cidade, Israel Evangelista, este foi um grande ganho. “O Instituto vai ao encontro das ações realizadas pelas Secretarias como a de Educação, Meio Ambiente, Ser-viços Urbanos, entre outras. É importante que entidades abracem a causa, porque a Administração pública não tem como ver tudo isso e com essas parcerias conseguimos estender e até ampliar os trabalhos.”

De acordo com o veterinário e coordenador geral do Biopesca, Rodrigo del Rio do Valle, essa ação foi uma conquista já que estão planejando isso há tempos. “O espaço é um sonho antigo, uma luta. Foram três anos para preparar e ter essa ampliação com a Unidade de Estabilização. Em termos de estruturação levamos cerca de um ano para montá-la”, explicou.

Assim que o animal for recolhido, ele passará por atendimento e após as avaliações, voltará ao seu ambiente caso apresentem boas condições, ou então, serão encaminhados para o Centro de Reabilitação.

Segundo Valle, o novo local tem capacidade para abrigar de 40 e 50 animais. “Mas em uma situação de encalhe em massa, que são muitos indivíduos da mesma espécie, podemos adaptar rapidamente nossa estrutura e ampliá-la”, acrescentou.  

Hoje o grande foco é a pesquisa científica. “O estudo é voltado às tartarugas e as toninhas, mas trabalhamos com as aves marinhas também. Todo esse grupo chamamos os tetrápodes marinhos. Encontramos muito pela região a tartaruga-verde, aves como gaivotas, atobás e as toninhas, que fazem lembrar golfinhos, são visíveis por aqui mas não é comum que sejam atendidas, pois são muito sensíveis e a maioria morre antes mesmo de chegar”, concluiu.

O Instituto Biopesca atende de Praia Grande a Peruíbe e fica na rua Carlos Eduardo Conte de Castro, nº 93, no Forte. A população pode contribuir com ligações caso achem animais pelos telefones 99601-2570 (chamada a cobrar ou WhatsApp) ou 0800- 6423341 (horário comercial).

Larissa França

 

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