Cresce número de brasileiros que fazem “bicos” para completar renda

Número de pessoas que aderiram à renda extra passou de 57% para 64%


Mesmo que o País tenha demonstrado melhoras na economia, muitas pessoas ainda estão com a situação financeira complicada e uma das alternativas foi recorrer a serviços que resultem uma renda extra.

Segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de cidadãos que aderiram a esta opção passou de 57% para 64%. Se visto nas classes C, D e E, a proporção salta para 70% dos entrevistados.

Quem precisou recorrer a esta situação foi a moradora do bairro Caiçara, em Praia Grande, Michelle Oliveira, que trabalha em um salão e passou a vender itens de beleza e acessórios. “Percebi que já não era mais suficiente para pagar as contas então fui vendendo. Não imaginava que daria certo, as clientes gostaram”, comenta.

Já o morador do Aviação, Lucas Porto de Lima, tornou o hobby um jeito de ganhar dinheiro. Ele trabalha registrado como estoquista, mas é motorista particular e também DJ. “Já que na empresa onde trabalho fico de segunda a sexta-feira tenho um tempo livre no final de semana e nas folgas. Não tenho dificuldades porque gosto do que faço e nem considero como uma renda extra”, explica.

Ainda segundo o estudo, para muitos o primeiro semestre foi um período marcado por dificuldades que exigiram capacidade de adaptação na vida financeira. Isso foi reflexo do cenário ainda complicado para as finanças e 83% dos brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento para driblar as contas.

Entre os cortes ou reduções, 61% diminuíram as refeições fora de casa. Outras atividades como compra de roupas, calçados e acessórios (57%), itens que não são de primeira necessidade em mercados, como congelados, iogurtes e bebidas (55%) e gastos de lazer (53%) foram cortados. Há ainda, 30% de entrevistados que para conseguir algum dinheiro tiveram de vender algum bem.

Questionados sobre o cenário futuro da economia, a pesquisa aponta opiniões divididas: 39% acham que a situação será melhor no segundo semestre, enquanto 29% acham que a situação continuará a mesma.

 

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