Segundo Caged, São Paulo lidera a criação de empregos em julho

Estado registrou abertura de 15.333 novas vagas no mês e a Baixada Santista também apresentou leve melhora no mercado

O Brasil apresentou melhora no número de empregos em julho e São Paulo seguiu a mesma crescente, obtendo o melhor resultado do País de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho na quarta-feira, dia 22.

O mercado de trabalho pau-lista registrou a abertura de 15.333 novos postos formais o que resulta na alta de 0,13% em relação ao estoque do mês anterior. Sendo uma diferença entre 363.996 admissões e 348.663 desligamentos.

No acumulado do ano, de janeiro a julho, os números também são positivos, com saldo de 158.540 novas vagas. Nos últimos 12 meses, o saldo é de 55.320 novos postos com carteira assinada.

Conforme o Caged, o resultado de julho foi influenciado principalmente pelo setor da agropecuária, responsável pela abertura de 7.881 novas vagas, seguido de serviços, que abriu 6.444 novos postos, e o comércio, com saldo de 1.650 novos empregos. Já os que menos tiveram sucesso foram as áreas de Administração Pública com menos 1.177 vagas, a Construção Civil com menos 381 e Extrativa Mineral com 41.

O Caged informou também que em âmbito nacional houve a criação de 47.319 mil postos de trabalho com carteira assinada em julho, uma elevação de 0,12% em relação ao mês anterior. A alta no emprego formal em julho foi resultado de 1.219.187 admissões e 1.171.868 desligamentos.

Se dividido por regiões, apenas o Sul apresentou retração. O Sudeste teve 24 mil postos de trabalho, no Centro-Oeste, houve 9,9 mil novas carteiras assinadas; Nordeste teve 7,1 mil e Norte, 6,6 mil. Entre as unidades da federação, 16 registraram saldo positivo na criação de empregos. Minas Gerais ficou em segundo 10.332 novas vagas.

BAIXADA – Os índices estão positivos também para a região, que mostrou leve sinal de melhora depois de seis anos consecutivos de retração. Isso porque as nove cidades da região começaram o segundo semestre com saldo de 187 postos de trabalho. No entanto, devido à alta rotatividade nas vagas quem consegue sair das fileiras do desemprego recebe, em média, 9,1% menos do que quem foi demitido na mesma função.

Quanto ao setor que cresceu foi serviços e comércio, que lideraram as admissões com carteira assinada no primeiro semestre. Quem ocupa esses postos atualmente recebe até 82,5% do salário de quem foi desligado.

As conclusões foram obtidas por meio de cruzamentos de dados do balanço mensal do Caged, sobre as 20 profissões que mais contrataram na Baixada Santista.

 

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