Dia Nacional do Idoso: os desafios de envelhecer com qualidade de vida

A elevação da expectativa de vida se deve aos avanços da medicina e as melhorias na qualidade de vida

O Dia Nacional do Idoso é comemorado nesta quinta-feira, dia 27. Foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado, no intuito de realizar uma reflexão a respeito da situação do idoso no País, seus direitos e dificuldades. Pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no Planeta. Segundo dados do IBGE, no ano de 2025, uma porcentagem de 15,1% da população do País será idosa, ou seja, teremos aproximadamente 31,8 milhões de brasileiros com mais de 60 anos.

Em Praia Grande, de acordo com a Fundação Seade, a estimativa para 2018 é de 44.113 idosos, o que representa cerca de 14,% do total da população estimada (306.207). A projeção para 2050 é de 382.757 moradores, sendo que 99.664 serão idosos, o que representa cerca de 26% do total.

Nas ações o Município prioriza diretamente o atendimento ao idoso, como vagas especiais, transporte gratuito nas linhas municipais, atividades esportivas, projetos culturais, além das nove Academias da Saúde, das nove unidades do Conviver e seis do Centros Dia (antiga Creche do Idoso), que tem cerca de 5.000 atendidos.

Com a elevação da expectativa de vida, a chamada terceira idade esticou bastante. Isso aconteceu por vários motivos, mas os principais são os avanços da medicina e as melhorias na qualidade de vida. Se a população está ficando mais velha, também está ficando mais saudável.

Para a aposentada Norbelia Conceição Costa, a qualidade de vida é o que mais importa. “Adoro viajar, passear, mas não faço isso sempre, fico mais em casa e vivo meu dia a dia. Procuro sempre estar comigo mesma. Porém, tenho muito anseio em depender de remédios. Tirando isso, sou uma pessoa muito feliz. Criei todos os meus filhos e netos e isso para mim é o apíce da vida. Porque aproveitar a vida de um jeito mais simples também é ser saudável.”

Outros levantamentos mostram que mais idosos estão aproveitando a velhice para voltar a estudar, para o mercado de trabalho ou investir em lazer. “Acredito que tenha uma qualidade de vida muito boa. Procuro fazer exercícios físicos sempre, pois é algo que me faz bem. Aqui em Praia Grande há diversas atividades para os idosos, temos muitas opções de lazer e acho que isso faz muita diferença. O maior anseio que eu tenho é parar de fazer as coisas que faço, alguma mudança de rotina, às vezes ficamos seguindo uma rotina tanto tempo, que quando muda algo, já achamos ruim”.

José Ferreira também garante que é feliz e que não tem medo da morte. “Acho que eu vou viver mais uns dois, três anos, que já está bom. Enquanto eu estiver vivo não vou envelhecer, eu vou me renovar. Continuar minhas caminhadas e aprender um pouco mais e de tudo um pouco. É importante você envelhecer, mas acompanhar a evolução do mundo há sua volta”, refletiu.

Danielle Martins

 

 

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