Ministério da Saúde faz nova campanha que alerta sobre a tríplice viral

Campanha está sendo realizada devido a queda de procura para as vacinas contra poliomielite, sarampo e rubéola


Devido ao baixo índice de procura para a vacina que protege contra a tríplice viral (poliomielite, rubéola e sarampo), o Ministério da Saúde (MS) lançou na quinta-feira, dia 11, uma nova campanha que enfatiza a importância de manter as crianças imunizadas e mostra as consequências do ato.

As ações publicitárias terão o slogan Porque contra arrependimento não existe vacina e mostram casos reais de pessoas que sofrem pela não vacinação, tudo com o objetivo de chamar a atenção para o perigo que as baixas coberturas podem oferecer, já que abrem caminho para a reintrodução de doenças eliminadas no País, que podem levar a morte.

Até agosto, dados preliminares mostram que a cobertura de crianças menores de 2 anos ainda não tem a média ideal, girando em torno de 50% e 70%. O MS estima que é importante atingir de 90 a 95%.

A campanha conta com dois filmes, spots de rádio, anúncios em jornais e revistas, painéis e ações na internet e nas redes sociais. Além disso, serão produzidos materiais com o calendário de vacinação para serem distribuídos em unidades de saúde. Para facilitar a busca, todo o conteúdo pode ser acessado pela hashtag #FalaGotinha e encontrado na página: saude.gov.br/vacinacao.  

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do MS, Carla Domingues, o principal motivo das crianças não serem imunizadas se deve a desinformação provocada por boatos de que as vacinas não funcionam ou causam efeitos colaterais. “Isso gera um desconhecimento sobre a gravidade das doenças, fazendo com que muitas pessoas não tenham noção do risco representado por elas e passem a se preocupar mais com possíveis eventos adversos do que com a prevenção de doenças consideradas graves.”

A população também indica que o horário de funcionamento das unidades de saúde hoje é incompatível com a jornada de trabalho.

O que causa preocupação perigo é que, o aumento do fluxo migratório da população (sobretudo de países onde essas doenças ainda existem) e a interrupção da vacinação podem provocar a volta ou elevado número de casos de doenças como sarampo, pólio e rubéola, como tem sido identificado em lugares que estavam livres. “Temos que estar vigilantes e sempre manter a vacinação em dia”, finaliza Carla Domingues.

NÚMEROS - Até o início do mês, foram confirmados 2.044 casos de sarampo no Brasil. No Amazonas, são 1.629 e em Roraima, 330. Outros 7.966 permanecem em investigação.

Todos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando é o mesmo que atua na Venezuela, local que enfrenta um surto da doença desde o ano passado. Alguns casos isolados e relacionados foram identificados em São Paulo (três), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (36); Rondônia (dois), Pernambuco (quatro), Pará (17), Sergipe (quatro) e Distrito Federal (um).

Até o momento, no Brasil, foram confirmadas dez mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro), quatro no Amazonas (todos brasileiros) e dois no Pará (um indígena e um venezuelano).

18/10/18

Foto: Arquivo

 

 

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