SPC Brasil e CNDL apontam que somente 31% dos brasileiros são consumidores conscientes

Pesquisa mostra que 55% dos brasileiros são do grupo de consumidores em transição

Poucos brasileiros vêm adotando atitudes sustentáveis de consumo no dia a dia. Foi o que constatou uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizada em todas as capitais do País. De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros (55%) se encaixa no grupo de consumidores em transição, ou seja, com hábitos de consumo consciente ainda aquém do desejado. Os pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados, ao passo que apenas 31% podem ser considerados consumidores conscientes.

O estudo indica que embora as pessoas enxerguem o consumo consciente como fator que pode fazer diferença na qualidade de vida, essa preocupação, nem sempre traduz em ações concretas. Prova desse contrassenso é que se por um lado os entrevistados demonstram não praticar com muita frequência atitudes sustentáveis, por outro quase a totalidade (98%) considera importante ou muito importante ter uma vida com hábitos de consumo mais consciente.

“Muita gente entende a importância de transformar boas intenções em bons hábitos, mas só toma alguma atitude quando a conta fica cara. E não basta ter um esforço de conscientização apenas em situações críticas. Essa prática deve ser contínua, além de estar claro que a escassez de recursos é uma realidade bem próxima”, ressalta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawaut.

Sair comprando de forma inconsequente tem diversas implicações negativas. A mais percebida pelo consumidor é aquela que impacta sua vida de forma imediata. Por essa razão, o aspecto financeiro é o que mais influencia as práticas de consumo consciente entre as pessoas — ou seja, quando pesa no bolso. O levantamento aponta que dentre as várias práticas que já fazem parte da rotina dos brasileiros, destacam-se: sempre pesquisar preço, que resulta na compra dos itens mais baratos (92%); avaliar previamente o orçamento para saber se é possível levar ou não um determinado produto (91%); e optar por não adquirir algo novo quando o bem ainda pode ser usado ou até mesmo consertado (90%).

Esses dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2018 atingiu 73%, mantendo-se estável em relação ao ano passado (72%). O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente. Para chegar no resultado são aplicadas perguntas relativas aos hábitos, atitudes e comportamentos da rotina das pessoas, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais.

18/10/2018

Jornalista: Danielle Martins

Foto: Divulgação

 

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