Número de estagiários e jovens aprendizes cresce pelo Brasil

Aumento foi de 23,8% somando 466.157 jovens em estágios

Em busca de aprendizado, chances no mercado e conhecimento na área que deseja seguir, os jovens têm conseguido cada vez mais estágios em empresas pelo País. É o que diz uma pesquisa divulgada pelo Centro de Integração Empresa - Escola (CIEE), que informa que o número de estagiários cresceu 23,8% no Brasil.

O levantamento mostra que os dados foram de 466.157 no primeiro trimestre do ano passado e saltaram para 576.983 no mesmo período deste ano. O estudo informou também que estudantes do sexo feminino são maioria no mercado, respondendo por 65% das vagas ocupadas, com taxa de contratação de 30%.

Segundo o superintendente do CIEE, Humberto Casagrande Neto, dar oportunidades e aumentar a qualidade junto a formação dos jovens é fundamental. “Cerca de 27% da população com até 24 anos está sem emprego no País, pois o jovem é sempre demitido em primeiro lugar e é contratado mais tarde. Os programas de estágio melhoraram na produtividade”, comentou.

A pesquisa mostrou que a média de estagiários por empresa é de 3,06 no Centro Oeste e no Distrito Federal; de 3,84 na Grande São Paulo; de 3,24 no Nordeste; de 3,67 no Norte; de 3,71 no Leste do Interior Paulista; e de 3,38 no Oeste do Interior Paulista. O tempo médio de duração de cada estágio varia de seis e sete meses no Centro-Oeste a sete e nove meses na Grande São Paulo.

Os cursos com maior número de estagiários são Administração, Pedagogia, Direito, Ciências Contábeis, Engenharia Civil e Engenharia de Produção. No último trimestre, os que mais abriram vagas foram Direito, Pedagogia, Administração, Ciências Contábeis, Educação Física e área de Tecnologia da Informação.

Para o superintendente de operações do CIEE, Marcelo Gallo, os principais requisitos que as empresas exigem dos estagiários são conhecimentos em informática (excel, word, power point e windows) e o domínio do inglês. Os traços comportamentais, no entanto, são os diferenciais mais observados durante um processo seletivo, sendo valorizados os trabalhos em equipe, a versatilidade, a boa comunicação e a facilidade para lidar com adversidades. “A empresa pode oferecer os cursos, mas os aspectos comportamentais são mais difíceis de moldar na pessoa.”

MAIS CRESCIMENTO – Os dados afirmam ainda que a aprendizagem, outra modalidade de trabalho voltada para jovens entre 14 e 24 anos, sendo a maioria (68.8%) formada no ensino médio, apresentou alta de 39,5%, passando de 109.966 postos no primeiro trimestre do ano passado, para 153.452 no mesmo período neste ano. Entre os aprendizes, o índice de contratação é de 25%.

25/04/2019
Foto:Divulgação

 

Ecovias

ecovias